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Redações Corrigidas - Junho/2018 O Brasil paralisado: o que você pensa sobre a greve dos caminhoneiros?

Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil
Manifestação de caminhoneiros contra o reajuste nos preços do óleo diesel travando pontos da Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro Imagem: Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2018-06-01T05:00:00

01/06/2018 05h00

Nas últimas semanas de maio, uma paralisação dos caminhoneiros se tornou o centro da atenção de todo o país, tanto pelos bloqueios das principais rodovias nacionais e estaduais, quanto por sua consequência mais grave: o desabastecimento, isto é, a falta de produtos que interferem diretamente no cotidiano de todos, como alimentos, combustíveis e remédios. No momento em que esta proposta é formulada (29/05), ainda não se conhece o fim da crise, nem se sabe se ela terminará em breve ou entrará pelo mês de junho. Não importa. O que conta é que a paralisação tem dividido opiniões, dentro e fora do governo, dos partidos políticos, dos movimentos sociais. Como você se coloca diante dessa polêmica? Acha que os caminhoneiros têm razão de parar e fazer suas reivindicações? Crê que o Brasil não pode ficar refém de uma categoria profissional e que os grevistas exageram? Pensa que a questão deve ser examinada pelo ponto de vista daqueles que reivindicam, mas também pelo daqueles que acabam pagando o preço da greve, isto é, da maioria de nossa população? Ou ainda considera que há outros fatores a serem analisados para se refletir sobre o problema. Redija uma dissertação argumentativa, apresentando e defendendo seu ponto de vista sobre esse momento crítico da vida nacional.

  • Dificuldades, reivindicações, responsabilidades

    Linhas de ônibus suspensas no Rio de Janeiro, ameaça de falta de querosene de aviação em aeroportos de cinco capitais, falta de combustíveis em postos de todo o país, possibilidade de caos no transporte público de São Paulo. Efeitos como esses estão sendo sentidos em todo o país. Nos primeiros dias, o Governo federal tentou diminuir os efeitos da crise, mas logo viu que isso era impossível e não demorou a negociar com os caminhoneiros e ceder às suas reivindicações. Isso, contudo, não significou o fim da paralisação.

    Uma das dificuldades é que não existe uma organização que possa ser apontada como líder da paralisação. A proposta de greve começou a circular de forma espontânea em redes sociais e grupos de WhatsApp de caminhoneiros. Uma das principais entidades envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos. Outros sindicatos da categoria se juntaram ao movimento, assim como os motoristas de frota, os contratados com carteira assinada por transportadoras.

    A principal exigência dos grevistas é a queda no preço do óleo diesel, cujo custo atual, segundo os representantes dos motoristas, torna inviável o transporte de mercadorias no país. De fato, houve momentos em que o preço do diesel subiu diariamente, invalidando qualquer estimativa de preço dos fretes. Para resolver essa questão o governo anunciou um corte de impostos, o que aumenta a dívida pública (isto é, do próprio governo). Outra saída seria mudar a política de preços da Petrobrás, o que colocaria em riscos as contas da companhia.

    Como disse a Folha de S. Paulo, em editorial, “Governantes e legisladores seguem aferrados à prática de acomodar todas as demandas de uma sociedade desigual no Orçamento e na dívida pública, como se já não vivêssemos as tristes sequelas do esgotamento dessa estratégia”. Já o Estado de S. Paulo, outro importante jornal da capital paulista, também critica o governo pelo mesmo motivo, bem como acusa de irresponsabilidade os políticos que pegam carona na crise para promover seus próprios interesses e ainda os caminhoneiros, “pois nenhuma reivindicação é justa o bastante para legitimar essa agressão (a greve) contra todos os brasileiros”.

    De qualquer modo, uma pesquisa Datafolha revela que 87% da população brasileira apoiam o movimento.

    [Do Banco de Redações, com textos editados da BBC Brasil e dos jornais Folha de S. PauloEstado de S. Paulo]

  • Observações

    Seu texto deve ser escrito na modalidade formal da língua portuguesa.

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

    A redação deve ser digitada e ter, no mínimo, 800 caracteres e, no máximo, 3.000 caracteres.

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de junho de 2018.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de julho de 2018.

    A redação pode ser enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica foram aceitas até 2012.

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