O Brasil paralisado: o que você pensa sobre a greve dos caminhoneiros?

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

  • Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil

    Manifestação de caminhoneiros contra o reajuste nos preços do óleo diesel travando pontos da Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro

    Manifestação de caminhoneiros contra o reajuste nos preços do óleo diesel travando pontos da Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro

Nas últimas semanas de maio, uma paralisação dos caminhoneiros se tornou o centro da atenção de todo o país, tanto pelos bloqueios das principais rodovias nacionais e estaduais, quanto por sua consequência mais grave: o desabastecimento, isto é, a falta de produtos que interferem diretamente no cotidiano de todos, como alimentos, combustíveis e remédios. No momento em que esta proposta é formulada (29/05), ainda não se conhece o fim da crise, nem se sabe se ela terminará em breve ou entrará pelo mês de junho. Não importa. O que conta é que a paralisação tem dividido opiniões, dentro e fora do governo, dos partidos políticos, dos movimentos sociais. Como você se coloca diante dessa polêmica? Acha que os caminhoneiros têm razão de parar e fazer suas reivindicações? Crê que o Brasil não pode ficar refém de uma categoria profissional e que os grevistas exageram? Pensa que a questão deve ser examinada pelo ponto de vista daqueles que reivindicam, mas também pelo daqueles que acabam pagando o preço da greve, isto é, da maioria de nossa população? Ou ainda considera que há outros fatores a serem analisados para se refletir sobre o problema. Redija uma dissertação argumentativa, apresentando e defendendo seu ponto de vista sobre esse momento crítico da vida nacional.

Dificuldades, reivindicações, responsabilidades

Linhas de ônibus suspensas no Rio de Janeiro, ameaça de falta de querosene de aviação em aeroportos de cinco capitais, falta de combustíveis em postos de todo o país, possibilidade de caos no transporte público de São Paulo. Efeitos como esses estão sendo sentidos em todo o país. Nos primeiros dias, o Governo federal tentou diminuir os efeitos da crise, mas logo viu que isso era impossível e não demorou a negociar com os caminhoneiros e ceder às suas reivindicações. Isso, contudo, não significou o fim da paralisação.

Uma das dificuldades é que não existe uma organização que possa ser apontada como líder da paralisação. A proposta de greve começou a circular de forma espontânea em redes sociais e grupos de WhatsApp de caminhoneiros. Uma das principais entidades envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos. Outros sindicatos da categoria se juntaram ao movimento, assim como os motoristas de frota, os contratados com carteira assinada por transportadoras.

A principal exigência dos grevistas é a queda no preço do óleo diesel, cujo custo atual, segundo os representantes dos motoristas, torna inviável o transporte de mercadorias no país. De fato, houve momentos em que o preço do diesel subiu diariamente, invalidando qualquer estimativa de preço dos fretes. Para resolver essa questão o governo anunciou um corte de impostos, o que aumenta a dívida pública (isto é, do próprio governo). Outra saída seria mudar a política de preços da Petrobrás, o que colocaria em riscos as contas da companhia.

Como disse a Folha de S. Paulo, em editorial, "Governantes e legisladores seguem aferrados à prática de acomodar todas as demandas de uma sociedade desigual no Orçamento e na dívida pública, como se já não vivêssemos as tristes sequelas do esgotamento dessa estratégia". Já o Estado de S. Paulo, outro importante jornal da capital paulista, também critica o governo pelo mesmo motivo, bem como acusa de irresponsabilidade os políticos que pegam carona na crise para promover seus próprios interesses e ainda os caminhoneiros, "pois nenhuma reivindicação é justa o bastante para legitimar essa agressão (a greve) contra todos os brasileiros".

De qualquer modo, uma pesquisa Datafolha revela que 87% da população brasileira apoiam o movimento.

[Do Banco de Redações, com textos editados da BBC Brasil e dos jornais Folha de S. PauloEstado de S. Paulo]

Observações

Seu texto deve ser escrito na modalidade formal da língua portuguesa.

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

A redação deve ser digitada e ter, no mínimo, 800 caracteres e, no máximo, 3.000 caracteres.

De preferência, dê um título à sua redação.

Envie seu texto até 25 de junho de 2018.

Confira as redações avaliadas a partir de 1 de julho de 2018.

A redação pode ser enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

Com base nos textos acima, elabore sua redação sobre o tema "O Brasil paralisado: o que você pensa sobre a greve dos caminhoneiros?." Quando ela estiver pronta, envie para bancoderedacoes@uol.com.br

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