O legítimo exercício do direito de greve dos caminhoneiros

NOTA 8,0

A categoria dos caminhoneiros exerceu legitimamente o direito de greve greve, assegurado pela Constituição Federal brasileira brasileira, ao paralisar suas atividades em busca de melhores condições de trabalho. Os sucessivos aumentos no preço do óleo diesel diesel, em consonância com a cobrança do eixo suspenso dos caminhões nos pedágios pedágios, impactam negativamente no frete dos produtos transportados, reduzindo seu lucro.

É possível afirmar que a política de preços adotada atualmente pela refinaria Petrobrás Petrobrás, reajustando periodicamente o valor dos combustíveis, prejudica consideravelmente a vida dos motoristas de caminhões caminhão, tendo em vista que a maior parte de seus gastos advém de tal produto. Sendo assim, eles se viram obrigados a tomar uma atitude já que o governo assistia a tudo, inerte.

Vale também ressaltar que que, por depender das rodovias para exercerem sua profissão, os caminhoneiros são obrigados a passar e pagar inúmeros pedágios. Contudo, o governo estava agindo de forma abusiva abusiva, permitindo a cobrança de tarifa até mesmo das rodas suspensas dos caminhões, o que é um absurdo, pois, se elas não tocam o chão, elas não prejudicam o asfalto.

Dessa forma, pode-se perceber que tal greve, apesar de impactar a vida de toda a população, ela é é legal, já que a Lei de Greve lei sobre o direito de greve não considera o transporte rodoviário de cargas uma atividade essencial e, essencial, bem como uma tentativa de se dar dar um basta nos constantes aumentos do diesel e na cobrança de pedágio do eixo suspenso, pois, tais pois tais medidas podem melhorar sua rentabilidade já que influem no frete contratado

Comentário geral

Texto muito bom, cuja nota poderia ser melhor se o autor tivesse atentado à exigência da competência 5 de formular uma proposta de solução para o problema abordado. Talvez por se tratar de um autor adolescente, cursando o Ensino Médio, o modo como ele encara a questão não lhe permite perceber a complexidade da questão que é muito maior do que aquela que ele apresenta. A Petrobrás (que não é simplesmente uma refinaria) é uma empresa que tem o governo como sócio majoritário, o que faz dela uma estatal. Ela detém o monopólio da exploração do petróleo no país, mas o preço do produto é determinado pelo mercado internacional. O governo tem o poder de fazer o preço ficar mais barato, mas por meio de subsídios ou renúncia fiscal, o que é um problema para as contas do próprio governo, que, evidentemente, é repassado para a sociedade, de um modo ou de outro. Enfim, não é o caso de discutir aqui o conteúdo da argumentação do autor e apontar como ela é inconsistente, se pensada de modo mais afinado com a realidade econômica. O importante é que, independentemente do conteúdo frágil da argumentação, ela é de fato uma argumentação e está formalmente bem construída. Devido ao conteúdo, foi retirado meio ponto na nota das competências 2 e 3. Gramaticalmente e estruturalmente (competências 1 e 4), no entanto, não há como não atribuir a nota máxima, pois o autor mostrou domínio da linguagem e do gênero dissertação argumentativa.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 2,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 8,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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