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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Junho/2018 O Brasil paralisado: o que você pensa sobre a greve dos caminhoneiros?

Redação corrigida 1000

Evitando o acidente

Inconsistente Erro Correção

Ruas vazias, carência de produtos, filas nos postos de combustíveis, temor e incerteza. O roteiro de futuros distópicos foi encenado, recentemente, no Brasil, durante a paralisação dos caminhoneiros. A greve expôs o resultado de sucessivas políticas públicas que priorizaram o transporte rodoviário, tornando a população refém das estradas e do diesel. Afinal Sendo assim, a greve foi uma surpresa ou uma crise anunciada?

O capitalismo de compadrio, praticado não apenas no Brasil, corresponde à aliança entre o Poder Público e os interesses privados. O lobby das concessionárias automotivas atuou da indústria automotiva atuou – e atua – fortemente em Brasília, influenciando (ou mandando) no planejamento dos governos. Em nome do “desenvolvimento”, o país escolheu o sistema rodoviário em detrimento do transporte ferroviário e hidroviário. Sob o asfalto, mesmo o esburacado, movimenta-se o Brasil.

Esse movimento tem um expoente: o caminhoneiro. Ele sente na pele (e no bolso) os impactos dos impostos abusivos, seja nos pedágios, seja nos postos de combustíveis. Como para qualquer classe trabalhadora trabalhador, a carga tributária onera a apertada renda mensal, fazendo com que a base da pirâmide social assista, do acostamento, a muitos enriquecerem com a exploração alheia. Sem dúvida, a greve surgiu como um grito de basta, transbordando toda a frustração acumulada de anos de descaso e incompetência.

Tal grito veio tarde, mas assustou os incautos. Assustou quem não acreditava que uma classe trabalhadora uma categoria profissional pudesse exercer seu direito à greve; assustou quem imaginava um povo omisso e resignado. Os grevistas perceberam que tem têm poder de parar uma nação. Ora, todos os cidadãos podem e devem parar uma nação que trafega rumo ao abismo. Resta a dúvida: qual caminho será trilhado? Quem escolherá a nova rota?

Certamente, apenas a população consciente poderá responder tais questões. Até então, a rota era guiada por quem sempre se manteve no poder, sucessivos políticos e empresários perpetuadores de um Brasil asfaltado e atrasado. A greve dos caminhoneiros deve ser um alerta aos cidadãos de que o poder da mudança reside em suas mãos. Paralisemos o país antes que ele capote.

Comentário geral

O texto merece a nota máxima, não só pela pequena quantidade de problemas de linguagem, mas por sua qualidade estilística. O autor sabe usar apropriadamente metáforas relacionadas a veículos, trânsito e estrada, ao mesmo tempo em que expressa seu ponto de vista. Esse é o maior mérito do texto: o caráter autoral que revela uma reflexão por meio de uma linguagem correta e objetiva, mas ao mesmo tempo pessoal e, por isso mesmo, com estilo. Naturalmente, os argumentos apresentados são passíveis de discussão. No entanto, não é necessário concordar com o autor para reconhecer a qualidade de seu texto, que é coerente, coeso e persuasivo. Parabéns a quem o redigiu!

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 200
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 200
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 200
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 200
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 200
Nota final 1000

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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