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Redações Corrigidas - Abril/2019 Os ursos polares da Rússia e um dilema ecológico

Ursos polares observam submarino norte-americano que emergiu no oceano Ártico a 450 quilômetros do Polo Norte - Alphonso Braggs/US Navy
Ursos polares observam submarino norte-americano que emergiu no oceano Ártico a 450 quilômetros do Polo Norte Imagem: Alphonso Braggs/US Navy

Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação

2019-04-01-05:00

As mudanças que afetam o clima de nosso planeta têm causado problemas preocupantes. No começo de 2019, um dos efeitos do aquecimento global provocou um grande e surpreendente transtorno para a população de um arquipélago remoto da Rússia, na região do Ártico. Com a redução das geleiras, o habitat natural e as áreas de caça dos ursos polares diminuíram. Resultado: eles têm invadido as cidades e aldeias locais, em busca de comida. Pior, também têm atacado seres humanos, particularmente crianças. No entanto, como a espécie está ameaçada de extinção, a legislação russa não permite matá-los. Isso cria um grande dilema ecológico para os habitantes do arquipélago. Como lidar com os ursos, sem colaborar com sua extinção? Leia a reportagem que segue, bem como os outros textos que a acompanham e responda, num texto dissertativo-argumentativo, como, na sua opinião, dilemas como esse podem ser resolvidos? Por quê? Veja, na coletânea, que há um caso semelhante no Brasil. O que isso significa?

  • Ataque de ursos famintos

    Uma região remota da Rússia entrou em estado de emergência por causa da invasão de dezenas de ursos polares. O alerta foi emitido por autoridades do arquipélago de Nova Zembla, onde vivem algumas centenas de pessoas. Há relatos de ursos que atacaram pessoas e invadiram residências e prédios públicos.

    Classificados como espécie ameaçada, esses animais são afetados pelas mudanças climáticas e estão cada vez mais sendo forçados a buscar comida em outros lugares. Com a redução das calotas polares no oceano Ártico por aquecimento do planeta, essa espécie de urso é forçada a mudar seus hábitos de caça e passar mais tempo em terra procurando comida, o que eleva a possibilidade de conflito com humanos.

    A caça de ursos é proibida na Rússia, e a agência federal de Meio Ambiente negou autorizações para abatê-los. Em Nova Zembla, os ursos perderam o medo de policiais e sinais usados para afastá-los ou contê-los, o que leva à necessidade de medidas mais drásticas, segundo as autoridades locais.

    O chefe da administração local, Vigansha Musin, afirmou que há ao menos cinco ursos na zona militar local, onde instalações de defesa aérea estão situadas. "Estou em Nova Zembla desde 1983. Nunca houve uma invasão de ursos desse tipo", afirmou Musin em comunicado. "As pessoas estão aterrorizadas, com medo de sair de casa. As rotinas foram modificadas, e pais hesitam em deixar seus filhos irem para a escola", disse Alexander Minayev, o braço direito do administrador local.

  • Urso polar em apuros

    Existe um consenso de que os ursos polares estão correndo perigo com o aquecimento global, já que a região do Ártico está mais quente. Isso reduz a área disponível para a caça de focas pelos ursos. O ritmo acelerado de diminuição da área de caça - de 13% por década - sugere que em breve os ursos não terão mais habitat e comida.

    "Nossa melhor estimativa indica que provavelmente perderemos algo como dois terços dos ursos polares do mundo até o meio do século, simplesmente baseado no fato de que estamos perdendo mar congelado", diz Andrew Derocher, professor de biologia da universidade canadense de Alberta.

    BBC Brasil

  • Onças no Paraná

    A notícia do aparecimento de uma onça-parda no município de Xambrê (Noroeste do Paraná) movimentou a manhã de segunda-feira (5). O animal já havia sido visto por diversos moradores, mas foi na casa do aposentado Ziel Azevedo, 86, que se abrigou. O idoso foi surpreendido pelo felino enquanto saía de sua cozinha em direção à lavanderia.

    O felino precisou ser isolado e tranquilizado antes de removido. A equipe de resgate contou com agentes da Polícia Ambiental e veterinários e a operação durou quase duas horas. Depois que foi anestesiado, o animal foi transportado até o Parque Nacional de Ilha Grande, unidade de conservação de proteção integral à natureza, onde foi solta.

    Casos como o de Xambrê estão se tornando comuns no Paraná. Em julho deste ano, duas onças-pardas assustaram os moradores de Cascavel (Oeste do estado). Principal cartão-postal da cidade, o Lago Municipal precisou ser mantido fechado. Uma câmera de segurança da cidade chegou a flagrar um dos animais caminhando em frente a uma capela mortuária, no centro da cidade. Os moradores de um sítio em Paranavaí (Noroeste do estado) também foram surpreendidos por uma onça-parda, que foi encontrada em outubro, no alto de uma árvore.

    A bióloga da UEL (Universidade Estadual de Londrina) Ana Paula Vidotto Magnoni explica que o comportamento dos animais é o de busca de um território. Um macho pode coexistir com várias fêmeas, mas precisam viver numa área de mil quilômetros quadrados.

    Folha de Londrina

  • Como enviar sua redação

    Seu texto deve ser escrito na modalidade formal da língua portuguesa.

    Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa.

    Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

    A redação deve ser digitada e ter, no mínimo, 800 caracteres e, no máximo, 3.000 caracteres.

    De preferência, dê um título à sua redação.

    Envie seu texto até 25 de abril de 2019.

    Confira as redações avaliadas a partir de 1 de maio de 2019.

    A redação pode ser enviada para o e-mail: bancoderedacoes@uol.com.br

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Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

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