A arte de ofender

NOTA 2,5

A arte, desde o seu início, sempre foi utilizada como uma forma de ofender e chocar a ordem vigente dentro da sociedade da de uma época, como por exemplo, a exposição Quermuseu Queermuseu que seria exibida em Porto Alegre, mas parece que a sociedade brasileira não deixou de lado certos preconceitos e fizeram com que a exibição fosse cancelada.

Censurar uma amostra mostra de arte, apenas pelo que ela exibi exibe não agrada aos nossos padrões de moral, é algo gravíssimo e nos priva de conhecer melhor os que os outros pensam, assim como também nos priva de saber mais sobre o que está a nossa volta, uma vez que a arte representa o que a sociedade pensa sobre determinado assunto.

Na atualidade, a intolerância tem prevalecido em vez do debate sobre ideias que não são preponderantes na sociedade, em todas as áreas, especialmente nas artes, já que bastou uma meia dúzia de desocupados para cancelar uma exposição que prometia diversidade e respeito pelo próximo.

Portanto, para que nós não pratiquemos autocensura devemos primeiro exercitar a nossa tolerância para aqueles que pensam de maneira diferente de nós e não tentar impor as nossas ideias aos outros porque achamos que a nossa está correta.

Comentário geral

Texto fraco, que apenas tangencia o tema proposto e tem problemas de conteúdo, seja no nível dos fatos, seja no nível da argumentação. O tema é se a arte deve ter ou não limites. Do texto do autor subentende-se que não, mas não é isso que o texto discute, em especial nos dois últimos parágrafos, que focalizam a intolerância e a autocensura, esta de um modo geral, sem nenhuma relação com os fatos que originaram o tema.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a primeira afirmação não tem fundamento na história da arte. A arte só começou a valorizar programaticamente a transgressão a partir do Modernismo, no início do século XX.

2) Primeiro e segundo e terceiro parágrafos: o autor começa afirmando que a sociedade brasileira é preconceituosa. Depois diz que censurar a arte não condiz com nosso padrão moral. Quem é esse nós? Uma parte da sociedade brasileira? O autor não esclarece. Para piorar, ele termina afirmando que a arte expressa o pensamento da sociedade. Que sociedade? A brasileira não pode ser, uma vez que ela é preconceituosa... Enfim, essas afirmações se referem especificamente a quem, a que diferentes grupos? O autor não soube diferenciá-los.

3) Terceiro parágrafo: a) os debates não são preponderantes, mas isso não impediu que a mostra Queermuseu gerasse muitos debates. O autor contradiz os fatos nessa afirmação e na seguinte quando tenta reduzir os acontecimentos à ação de meia dúzia de desocupados.

4) Quarto parágrafo: a autocensura está fora do tema da redação e até de tudo o que o autor tinha escrito até então. Ele perdeu o foco.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 2,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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