A boca invisível: boatos políticos e suas implicações

NOTA 10,0

Com certeza, um dos assuntos mais comentados e discutidos esse neste ano foram as notícias falsas e suas possíveis implicações nas eleições presidenciais. Divulgadas em plataformas que possibilitam a interação dos indivíduos, como o facebook e o twitter Facebook e o Twitter, tais notícias (que não são notícias) têm grandes influências grande influência sobre pessoas que não conhecem seus verdadeiros propósitos.

Infelizmente, as redes sociais, o meio que pensamos ser o mais democrático para se informar, discutir e verificar os fatos e as notícias, são palco para indivíduos não preocupados com a verdade e a busca de melhorias para todos, e sim com o próprio umbigo e a garantia de seus poderes. Em se tratando de política, são pessoas e movimentos muitas vezes extremamente radicais que não toleram diferenças ou mesmo o diálogo, e criam perfis falsos para divulgar informações nem sempre verdadeiras a seu favor e atacar adversários, disseminando, assim, o ódio.

Esse é um cenário preocupante, visto vista a proximidade das eleições presidenciais e o impacto que esses perfis geram na escolha do candidato. Para se ter ideia da gravidade da situação, em 2016 Donald Trump foi teria sido eleito nos EUA com a ajuda da boca invisível, os boatos virtuais. Além disso, um dos movimentos que tiveram grande protagonismo no impeachment da presidenta Dilma Rousseff teve 87 perfis retirados do ar recentemente pelo próprio Facebook por "violar severamente as políticas de autenticidade da rede social", segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Nós, cidadãos, devemos ficar bastante atentos às informações que nos é passada são passadas, principalmente via redes sociais, inclusive o Whatsapp. É necessário verificar sempre as fontes das notícias ou apurá-las em jornais reconhecidos para saber se não estamos caindo em alguma armadilha. Além disso, para contornar o problema, jornais e profissionais da comunicação estão cada vez mais criando plataformas de checagem de informações; a Agência Lupa da revista Piauí e a Truco da Agência Pública são dois bons exemplos desse novo serviço da área.

Comentário geral

Texto excelente, que preenche todos os requisitos exigidos de uma dissertação escolar. O autor escreve bem, com objetividade e clareza, analisou adequadamente o tema e chegou a uma conclusão sobre o assunto. Pode-se questionar o autor por sua orientação política, mas isso é uma questão de conteúdo que não deve ser avaliada numa prova de redação. O importante é que ele tem ideias e sabe expressá-las por escrito, numa linguagem que apresenta poucos erros, de caráter insignificante.

Aspectos pontuais

1) Segundo parágrafo: "com o próprio umbigo" é uma expressão coloquial que destoa do tom formal que o texto como um todo demonstra desde sua primeira linha.

2) Terceiro parágrafo: é melhor substituir o "foi" por "teria sido", uma vez que o assunto é polêmico e o autor não precisa se comprometer e apresentar seu ponto de vista sobre um fato que é apenas um exemplo daquilo que ele quer demonstrar. Evidentemente, isso é apenas uma sugestão, que, acreditamos, aumentaria a credibilidade do texto.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 2,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 2,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 2,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 2,0
Nota final 10,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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