A criação da superioridade

NOTA 5,0

Ao analisar o tema "eu me acho", vê-se que é um tema bastante recorrente na sociedade brasileira atual. Apesar de não me considerar parte dessa realidade realidade, analisar alguns pontos e procurar melhoras se faz necessário, somos necessário. Somos todos partes de uma sociedade e e, para viver bem nela nela, precisamos aceitar críticas e aprender com elas, fecha-se e considera-se elas. Fechar-se e considerar-se superior a todos é resquícios resquício de uma infância cheia de privilégios que nem sempre condiz com a realidade adulta.

Pessoas dotadas de autossuficiência não aceitam opiniões que divergem com as suas das suas, porque foram encorajadas e tratadas para agirem agir dessa maneira, o que as tornam torna arrogantes e sem perspectiva de melhoras por melhoras. Por não saber que precisam de ajuda, tratam as outras pessoas como inferiores e se julgam melhores em tudo. Todos esses comportamentos é são reflexo de uma criação errônea que infla o ego da criança ao ponto dela sentir-se de ela se sentir mais importante e desconjunta do seu meio.

Contudo, o problema está longe se ser solucionado, pais solucionado. Pais e professores que mostram sua preferencia preferência por um de seus filhos e alunos acostumam a criança a acha-se achar-se mais importante, e assim nas fases posteriores da vida também querem essa preferencia preferência, e isso faz com que uma simples vaga de emprego a para a qual ele não foi selecionado o deixe frustrado. Proporcionar uma vida de carinho e amor aos seus filhos é diferente de proporcionar uma vida cheia de privilégios aos quais ele não conseguir se desvencilhar quando adulto dos quais eles não vão conseguir se desvencilhar quando adultos.

Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse, a conscientização de todos é imprescindível e aliado com ela também poderiam ser criadas campanhas realizadas pelas escolas, com psicólogos que pudessem orientar os pais e acompanhar o desenvolvimento dos filhos filhos, que são os mais prejudicados com o problema. "Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens" - pitágoras Pitágoras.

Comentário geral

Texto mediano, regular. No quesito linguagem, a redação revela prolixidade e dificuldades de fazer síntese. Em termos de conteúdo, o autor considera iguais o narcisismo e a autossuficiência, o que é um equívoco, pois nem todo narcisista é autossuficiente, em especial quando se fala de jovens totalmente dependentes dos pais. Mesmo descontando esse equívoco, a reflexão que o autor apresenta certa superficialidade na abordagem que faz do problema. Para finalizar, no que se refere à estrutura, o segundo e o terceiro parágrafo repetem as mesmas ideias com palavras diferentes, a de que ser mimado na infância é a causa mais relevante do narcisismo. Pode ser, mas ficar tecendo considerações sobre uma mesma tese não é aprofundá-la nem desenvolvê-la. Bastava dizer que o jovem narcisista tem dificuldade em lidar com a frustração. É essa a ideia que o autor deveria querer passar.

Aspectos pontuais

1) Título: é ambíguo, pode ser entendido em mais de um sentido e não somente no sentido que o autor o entende, que coloca na educação dada aos filhos a origem de um complexo de superioridade.

2) Primeiro parágrafo: a) tema recorrente na sociedade brasileira? Como assim? Uma coisa é dizer, por exemplo, que o luar é um tema recorrente da poesia romântica, pois o Romantismo produziu centenas (senão milhares) de poemas que falam da lua ou das noites de lua. Mas como uma sociedade pode tematizar alguma coisa de modo recorrente? A expressão, que é uma espécie de chavão na crítica literária, não se aplica aqui. Aparentemente, o autor quer dizer que o tema é relevante, que se destaca entre outras características da sociedade brasileira. b) Bem mais grave do que o problema anterior é esse de ortografia: o de grafar o infinitivo de verbos sem o devido R no final, o que acontece neste e no terceiro parágrafo.

2) Segundo parágrafo: autossuficiência não é a mesma coisa que narcisismo. Basta consultar qualquer dicionário da língua portuguesa para confirmar essa afirmação. É um equívoco grave, de vez que envolve a questão central de que a redação deve tratar.

3) Terceiro parágrafo: além do infinito sem o R, o parágrafo demonstra a dificuldade do autor em generalizar: ele estava falando em termos gerais até chegar ao trecho em que menciona um exemplo muito específico (não conseguir uma vaga numa empresa). Não é necessário e destoa do restante do texto apontar para algo de tal modo pontual.  

4) Quarto parágrafo: a) mais uma vez, o autor escolhe palavras erradas. O narcisismo até pode levar a impasses, mas não é um impasse, um problema para o qual aparentemente não existe solução. De resto, a frase medidas são necessárias para resolver... é excessivamente genérica e pode ser deixada de lado, de modo a ir diretamente às medidas que o autor da redação propõe. b) Mas, na verdade, ele propõe apenas uma medida que é a conscientização acerca do problema. As campanhas que ele menciona só podem visar essa mesma conscientização. c) A citação de Pitágoras é adequada, mas está jogada no fim do parágrafo, sem nenhuma expressão que a conecte ao que foi dito antes.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 5,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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