PUBLICIDADE
Topo

Educação

Banco de Redações

O UOL corrige e comenta 20 redações. Envie a sua sobre o tema da vez


REDAÇÕES CORRIGIDAS - Junho/2019 Universidade em crise: quem paga a conta?

Redação corrigida 560

A crise das universidades públicas no Brasil

Inconsistente Erro Correção

Inegavelmente, o ingresso de calouros nas universidades públicas brasileiras se dá em sua maioria por alunos oriundos de escolas particulares, os quais foram financiados desde o nível fundamental pelos pais. O atual governo brasileiro, no intuito de cortar gastos, contingenciou verbas das universidades federais, causando muitas manifestações por parte dos estudantes. Nesse sentido, a sociedade começa a repensar a estrutura atualmente adotada pelos sistemas educativos superiores.

O corte de verbas nas universidades federais é uma atitude medida do governo atual para equilibrar a economia brasileira. Já na gestão anterior, havia ações nesse sentido, pois muitas universidades federais deixaram de investir em cursos EaD, por exemplo, neste exemplo. Nesse caso, percebe-se uma tendência política em reduzir gastos com o ensino superior federal.

Entre os alunos que passam nos vestibulares das melhores universidades públicas do país, estão os alunos cujas famílias possuem renda média ou alta, os demais são procedentes de cotas, seja de negros, pobres, estudantes de escolas públicas, deficientes e, em algumas, indígenas.

Em alguns países, como a Itália, por exemplo, as instituições públicas de ensino superior não são totalmente gratuitas, pois cobram um valor anual de cada aluno, com descontos que consideram a comprovação de renda, ou seja, pessoas de baixa renda pagam mais barato.

É necessário um estudo aprofundado que vise tanto o corte de verbas como o investimento particular nas universidades públicas, pois além de possuírem um método de ensino excelente, são base de pesquisas científicas no país, não podendo serem sucateadas ou terem seu desenvolvimento afetados.

Comentário geral

Texto mediano, composto de divagações sobre o tema. Faltam estrutura dissertativa e argumentação.

Competências

  • 1) O melhor do texto é a linguagem. O autor não comete erros graves de gramática, aliás, nem chega a cometer erros. Em termos de estilo, no entanto, a redação deixa a desejar, pois faltam fluência e coesão.
  • 2) O texto deixa a desejar quanto ao gênero dissertativo-argumentativo. Não existe uma linha de raciocínio em defesa de um ponto de vista, mas divagações avulsas sobre os problemas da universidade pública.
  • 3) Não há uma argumentação formalmente estruturada. O leitor é que tem que conectar as diversas afirmações feitas pelo autor de modo a compreender o que ele pensa.
  • 4) Não há coesão, nem conexão por meio de mecanismos linguísticos entre os parágrafos.
  • 5) A sugestão de resolver o problema deixa a desejar: estudar o corte de verbas e o investimento é, no máximo, a base para que se chegue a uma ação eficiente, ação que deveria ter sido sugerida pelo autor.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 160
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 120
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 80
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 80
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 120
Nota final 560

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.