A cultura do estupro

NOTA 4,5

A questão do estupro contra a mulher não é um problema atual, uma vez que nos séculos XV e XVI as escravas eram violentadas sexualmente pelos senhores feudais, o que ocasionou a cultura da violência direcionada ao sexo feminino. Diante disso, essa prática tem tornado-se tem se tornado mais comum no meio social, já que as leis de proteção a elas são facilmente transgredidas. No entanto, essa ação deve ser revertida.

O estupro ocorre é praticado, na maioria das vezes, por pessoas próximas à vítima vítima, a qual é submetida a manter-se em silêncio, devido à coação, ameças, tortura física e psicológicas psicológica. Além disso, esse crime pode ocorrer em vias públicas, metrôs, ônibus e na esfera doméstica.

A ineficácia das leis é um fator que também contribui para a ocorrência da cultura do estupro, pois dificilmente o agressor é identificado e punido devidamente. Assim como, Além disso, vídeos pornográficos, novelas com cenas de sexo e músicas que denigrem o caráter da mulher são artifícios utilizados pela mídia para coisificá-la, associando a sua imagem a um objeto comercializável, impulsionando ao o desenvolvimento de práticas sexuais abusivas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse o problema, como a eficácia das leis, punindo devidamente o agressor, um tratamento psicológico para as que sofrem com esse delito, afim a fim de que os traumas decorrentes dessa ação sejam revertidos e a denúncia, para que esses casos tornem-se públicos e sejam solucionados. Assim, a vítima se sentirá mais segura e essa cultura será interrompida extinta.

Comentário geral

Texto regular, que começa mal, devido aos erros no âmbito histórico e à caráter divagativo do segundo parágrafo, que expõe fatos sobre o estupro, mas não os relaciona com o raciocínio que o autor deveria desenvolver. Só no terceiro parágrafo o texto tenta apresentar uma argumentação, o que faz de modo bastante superficial. De resto, o último parágrafo tem ambiguidades que também o comprometem.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) a Idade Média e o feudalismo já haviam terminado nos séculos XV e XVI. Não havia escravas nos feudos, mas servas. Além disso, situar a origem do estupro na época medieval é um erro enorme, porque o problema se manifesta também na Antiguidade e, muito provavelmente, na Pré-História. b) por meio social, aparentemente, o autor quer se referir aos dias de hoje, já que ele tenta mostrar que o problema, surgido na Idade Média (segundo o que diz o texto), se manifesta ainda hoje. c) Falar em a mulher e depois em elas prejudica a coesão do texto. Até porque entre mulher e elas, o autor fala em escravas, de modo que é possível interpretar as leis de proteção a elas como lei de proteção às escravas. Não se deve passar do singular para o plural sem mais nem menos.

2) Quarto parágrafo: a) As leis não se tornam eficazes por decreto, então cobrar eficácia das leis é algo bastante ambíguo. De que modo se pode obter essa eficácia? É isso que o texto deveria responder e apresentar como proposta. b) Mais uma vez, o autor se enrola com o singular e o plural, falando em as que sofrem com esse problema e a vítima. De resto, o fim da cultura do estupro pressupõe também o fim das vítimas, e não que elas se sintam mais seguras.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 4,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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