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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Junho/2019 Universidade em crise: quem paga a conta?

Redação corrigida 720

A desigualdade no ensino brasileiro

Inconsistente Erro Correção

A crise econômica sem precedentes pela qual o Brasil vem passando causou uma piora nos serviços públicos, sobretudo em razão da diminuição na arrecadação de impostos e a da consequente redução dos gastos estatais. Um exemplo disso é o recente contingenciamento de parte das verbas das universidades públicas anunciado pelo atual governo, que gerou protestos e aumentou o debate sobre o financiamento dessas escolas superiores.

Uma das características que mais chamam a atenção nas universidades públicas brasileiras é o perfil dos alunos que as frequentam, já que a maioria desses estudantes é de famílias ricas. Isso se deve à dificuldade das provas dos vestibulares de acesso a tais escolas, nos quais são aprovados aqueles que obtiveram melhor preparação nos ensinos fundamental e médio, ou seja, quem teve condição de pagar pela educação.

Dentre as consequências dessa barreira que os estudantes com poucas condições financeiras encontram para entrar nas universidades públicas é públicas, está a manutenção da desigualdade existente no país, uma vez que, eles que eles têm poucas chances de acesso àquelas carreiras profissionais, às quais o mercado oferece mais vagas e com melhores salários.

Essa discrepância, atrelada às graves dificuldades financeiras pelas quais os governos estaduais e o federal estão passando, demonstra a necessidade de as universidades públicas cobrarem dos alunos que podem pagar pelo ensino superior, o que diminuiria o custo desse ensino para o país. Quem é aprovado para cursos como o de Medicina, um dos que mais demandam recursos estatais, um dos mais concorridos, com maiores notas de corte, é, quase sempre, da classe média alta, que tem plenas condições de pagar pelos estudos. Por outro lado, os mais pobres, que gastam muito do que ganham para pagar impostos, ficam de fora e só lhes resta ir para as faculdades particulares.

Dessa forma, fica claro que é preciso mudar o jeito como as universidades estaduais e federais são financiadas e assim para evitar que o governo seja obrigado a reduzir verbas destinadas a elas, ao elas. Ao mesmo tempo em que tempo, não se pode permitir que pessoas ricas tenham acesso gratuito a esse serviço. Isso geraria uma economia de dinheiro, que poderia ser utilizado na melhoria dessas escolas e, mais importante, na abertura de mais vagas, cuja consequência seria a facilitação do acesso, para todos, a essas universidades.

Comentário geral

Texto bom, apesar de prolixo e de conter alguns equívocos conceituais.

Competências

  • 1) Em termos de linguagem o texto é bom, apesar da prolixidade e dos erros gramaticais corrigidos em verde.
  • 2) O aluno compreendeu o tema e refletiu sobre ele de modo dissertativo argumentativo, mas a argumentação apresenta alguns problemas.
  • 3) Na argumentação, vale destacar a contradição: primeiro, a universidade recebe alunos de "famílias ricas", depois, as famílias passam a ser de "classe média alta". O exemplo da faculdade de medicina está mal formulado. O curso de medicina é caro e, via de regra, inacessível aos pobres que não dispõe de recursos para pagar faculdades particulares da área médica. O argumento da "dificuldade do vestibular" é equivocado. A dificuldade existe para selecionar os mais preparados, independentemente da questão social. Criar mais vagas e facilitar o acesso a elas, diminuindo o grau de dificuldade do vestibular, só criaria problemas: alunos que não teriam condições de acompanhar o curso ou a formação de profissionais de baixa qualidade técnica.
  • 4) Nesta competência, a única coisa a observar é que ela é prejudicada pela argumentação inconsistente e pela prolixidade do autor.
  • 5) Na verdade, o autor dá a entender que faz duas sugestões: mudar o modo de financiamento das universidades e, ao mesmo tempo, cobrar mensalidade de quem pode pagar. Mas isso não são duas sugestões: são uma só. Cobrar de quem pode pagar já é mudar o modo de financimanento das universidades.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 160
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 160
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 120
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 160
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 120
Nota final 720

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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