A escravidão não foi abolida

NOTA 3,5

A escravidão não é um problema atual. A Lei Áurea Áurea, sancionada em 1988 1888, aboliu o trabalho escravo no Brasil, mas isso não significou um fim. Na atualidade pode-se notar que a escravidão cresce cada vez mais a cada ano. O Brasil está em 94º no ranking dos países com trabalho escravo. Então Então, não está na hora de acabarmos com a escravidão moderna?

Grande parte das pessoas escravizadas no mundo são de áreas pobres, com baixos índices de escolaridade. Partem de suas cidades em busca de melhores condições de vida, mas acabam se deparando com situações inseguras de higiene e segurança. submetendo-se segurança, submetendo-se a trabalhos pesados em carvoarias, madeireiras, mineradoras. As mulheres acabam em condições de venda e na prostituição.

Contudo, muitos problemas impedem a resolução do impasse. A falta de fiscalização, que facilita a lucratividade dos empregadores que não pagam impostos, a baixa escolaridade dos escravizados escravizados, que muitas vezes não conhecem que possuem seus direitos trabalhistas. A ausência de informação para os trabalhadores das áreas rurais sobre os perigos das ofertas de emprego muito vantajosas.

Portanto Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse. Como Immanuel Kant disse o disse, "o ser humano é aquilo que a educação faz dele, então dele". Então, o MEC em parceria com a OAB deveria instituir nas escolas palestras ministradas por advogados para pais e alunos com o intuito de conscientizar sobre os direitos trabalhistas. A CDHTRAF, Subcomissão Permanente para o Enfrentamento do Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo, do Senado Federal, em parceria com as mídias televisivas televisivas, deveria conscientizar a população sobre a importância da denuncia denúncia de casos suspeitos.

Comentário geral

Texto fraco, que não desenvolve a proposta. O autor não entendeu que o tema era: uma vez que a escravidão existe da Antiguidade aos dias de hoje, ela é um fato inerente às sociedades humanas? Então, ele fez uma dissertação regular sobre a escravidão, tratando a questão particularmente no Brasil e deixando de lado o fato de a proposta deixar claro que o problema é universal. Mas há equívocos conceituais e até preconceitos no modo de abordar a escravidão moderna e as propostas de solução não são suficientemente abrangentes, pois não percebem que a escravidão não ocorre somente por falta de informação, mas pelo uso de violência para obter trabalho sem a devida remuneração. De resto, é frequente os escravos modernos saberem que sua situação é ilegal, mas, mesmo conscientes, não têm como escapar, sob pena de sofrerem consequências.

Aspectos pontuais

1) Segundo parágrafo: não é a falta de condições de higiene e segurança, nem o trabalho pesado que caracteriza a escravidão. É o fato de ser um trabalho forçado e sem remuneração, além de moradia e alimentação precárias.

2) Terceiro parágrafo: o autor usa aqui a expressão resolução do impasse, que repetirá no parágrafo seguinte, sendo que impasse não é o melhor vocábulo para descrever o problema da escravidão moderna, que é considerada um crime na maioria dos países civilizados. Evidentemente, a fiscalização do trabalho escravo é uma coisa e a da lucratividade por sonegação é outra coisa, que não estão necessariamente relacionadas. Do mesmo modo, nem sempre a escravidão moderna abrange somente gente sem escolarização. Por exemplo, pode-se citar o caso das mulheres do Leste europeu, escravizadas para a prostituição. A escravidão não se deve à ignorância dos escravos atuais aos seus direitos trabalhistas. Ela ocorre devido à violência que obriga o trabalhador a se submeter.

3) Quarto parágrafo: medidas são sempre necessárias para solucionar qualquer impasse. As medidas educativas que o autor propõe demonstra uma incompreensão do problema, que é atribuído somente à ignorância do trabalhador. Escravidão é crime e caso de polícia. O combate se faz pela investigação e pela força da autoridade. Mencionar uma sigla como a CDHTRAF exige que se explique o que ela significa, pois não se trata de um órgão tão conhecido.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 3,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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