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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Novembro/2018 A onda conservadora e o Brasil nos próximos anos

Redação corrigida 680

A nova hegemonia política do Brasil

Inconsistente Erro Correção

A maioria dos países da América do Sul passaram passou para o lado conservador. Paralelamente a isso, o Brasil presenciou na última eleição presidencial uma dicotomia política: direita e esquerda. O primeiro é conservador; o segundo, socialista. Em uma disputa à presidência acirrada entre esses dois polos opostos, o país decidiu democraticamente pelo conservadorismo. Mas afinal, o que mudará daqui pra frente no país com a nova “onda conservadora”?

muito assunto muitas possibilidades em discussão, mas o a principal é de que o país entraria em uma ditadura militar. Antes de tudo, o presidente deve honrar a Constituição Brasileira de 1988 – CF/88 a atual Constituição, ou seja, não pode desrespeitar a lei Lei maior por ser presidente. Além disso, tal questão feriria as cláusulas pétreas: princípios fundamentais que regem o país, guiando-o juntamente com a democracia.

Com o Jair Jair Bolsonaro no comando do país, o exposto acima poderia não ser seguido, já que ele é ultraconservador, e também porque a metade das cadeiras do Congresso Nacional estão ocupadas por direitistas. Dessa forma, se dependesse desses líderes para trazer o período militar, tal iniciativa até que se confirmaria, mas a questão é que não depende, há outros coadjuvantes que analisariam essa atitude contraia contrária à democracia, como o Supremo Tribunal Federal – STF –, guardião da CF/88. E também porque a população brasileira não aceitaria apagar sua história democrática em ascensão para regredir ao passado ditatorial.

Além disso, fala-se também na legalização do porte de arma para o brasileiro e, devido a isso, poderia ser o holocausto dos homossexuais. Não é bem assim. Nas redes sociais circulam muitas notícias falsas a respeito dessa ideia. Não é porque o país mudou de esquerda-liberal para direita-extremista que isso vai acontecer. Pode ser que ocorra em alguns casos isolados visto que o país ainda é muito homofóbico.

Conclui-se, portanto, que há muito em jogo em ralação a um novo período com um presidente conversador. Este, caso Caso ele seja contrário à democracia, temos o impeachment para tirá-lo. Seja de direta direita ou de esquerda, isso não importa mais, o importante é que o Brasil precisa de mudanças políticas e socias positivas e efetivas antes de qualquer opinião precipitada sobre essa nova hegemonia.

Comentário geral

Texto bom, apesar da linguagem coloquial, da falta de coesão, dos equívocos conceituais e das divagações do autor. O fato é que, no conjunto, ele faz uma reflexão sobre o que pode acontecer no Brasil no próximo governo, levando em conta o que considera como a solidez de nossas instituições democráticas, que impediriam o retorno de uma ditadura. Ou seja, há uma argumentação, uma linha de raciocínio que o autor consegue comunicar ao leitor.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) A primeira frase tem linguagem informal, coloquial. Não é bom começar assim. Contudo, ao longo do texto, o autor não se afasta muito da informalidade de linguagem.

2) Segundo parágrafo: a) aqui há um problema de coesão. O autor fala em possibilidade de ditadura e passa a falar das atribuições do presidente da República. Só no parágrafo seguinte vai dizer que, se o presidente não respeitar as leis, haverá uma ditadura. O raciocínio que há no texto avança, recua, dá saltos, quando deveria seguir uma ordem linear e lógica. b) A Constituição não guia o país juntamente com a democracia. A constituição estabelece o modo de existência e funcionamento do Estado e do Governo do país. O sistema de governo estabelecido na Constituição é a democracia representativa.

3) Terceiro parágrafo: a) o autor mistura noções teóricas e realidades práticas. Um político pode ser conservador ou até ultraconservador e manter a ordem democrática. Não é a formação ideológica do presidente da República que determina os rumos da nação. Direita não significa ditadura. Tudo isso fica no âmbito da opinião, sem a devida comprovação por meio de fatos. b) Ninguém pode trazer de volta o “período militar”, isto é, os anos que decorreram entre 1964 e 1985. Não se trata, literalmente, de uma volta ao passado, mas da possibilidade de um novo regime ditatorial. c) Não há razão para usar esse “CF/88”. Está implícito que se fala da Constituição em vigor.

4) Quarto parágrafo: a) aqui o autor se expressa de modo simplista e mistura questões diferentes (porte de arma e homofobia), avançando em direção a um hipotético holocausto, ainda que seja para negá-lo. O raciocínio do parágrafo é válido e coerente, mas foi expresso com excesso de simplificação. b) Casos isolados já acontecem até com alguma frequência, então nem é o caso de mencioná-los. Até porque, mesmo sendo isolados, não deixam de ser inaceitáveis.

5) Quinto parágrafo: a conclusão é coerente, embora não apresente propriamente uma sugestão de intervenção. A frase em vermelho no final é um equívoco conceitual. Um direitista ser eleito não é a mesma coisa que uma hegemonia da diretita. O autor não sabe o significado de “hegemonia”.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 160
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 160
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 120
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 120
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 120
Nota final 680

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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