As chacinas em São Paulo

NOTA 5,5

No início do ano ocorreu uma chacina na cidade de Osasco, região metropolitana do estado da capital do estado de São Paulo, que chamou a atenção da comunidade Internacional defensora dos direitos humanos humanos, pela crueldade com que foram cometidas as mortes, pelo grande número de vítimas fatais, e, principalmente, pela suspeita de terem sido os executores da chacina, policias Militares e Guardas Civis Municipais chacina policiais militares e guardas-civis municipais.

Não foi a primeira vez que tal suspeita pairou sobre agentes de segurança pública a serviço da Polícia Militar no estado. Esse tipo de ocorrência de grande vulto se acentuou a partir de 2006, quando agentes dessa corporação foram alvos de ataques de uma facção Criminosa que age dentro dos presídios presídios, conhecida como PCC (primeiro comando da capital Primeiro Comando da Capital).

Se antes dessa data a polícia militar Se, antes dessa data, a Polícia Militar do estado de São Paulo já era conhecida por sua truculência, e truculência e até por conhecidos grupos de extermínio que tiveram seu início no período da ditadura Militar militar, após esse período as chacinas passaram a ser rotineiras nos bairros pobres da região conhecida como Grande São Paulo.

O que passou-se passou a ocorrer desde então, é que então é que, para cada policial militar morto em serviço ou fora dele, pessoas que estivessem em bares próximos às conhecidas bocas pertencentes à esta facção, e àquela facção e que fossem próximas do local da morte do policial, pagariam policial pagariam com suas vidas vidas, como uma espécie de vingança pela morte do policial, e como se elas tivessem alguma culpa pela morte do policial. É a banalização, da banalização da banalização da violência.

O governo do Estado de São Paulo nunca tomou fortes medidas para acabar com essas mortes violentas por parte de seus agentes de segurança da Policia Polícia Militar. Nesse estado, a expressão Bandido Bom é Bandido Morto, "bandido bom é bandido morto" já está sendo substituída pela expressão "Bandido Bom "bandido bom é o que não toma umas" .

Comentário geral

Texto razoável, que poderia ter uma nota muito melhor se o aluno realmente apresentasse uma conclusão coerente com o desenvolvimento, o que não ocorre. Também pesa contra o texto o fato de o aluno dar uma interpretação toda pessoal da proposta de redação. Ele responde apenas indiretamente a questão formulada no tema, ao condenar as chacinas promovidas por policiais militares. Além disso, o texto se caracteriza por uma norma mais próxima da coloquial do que da norma culta, mesmo que o autor tente elevá-la usando de recursos linguísticos que serão comentados nos aspectos pontuais. De resto, salta à vista o fato de o autor não saber quando usar letras maiúsculas, distribuindo-as de modo aleatório em palavras ou expressões.

Aspectos pontuais

1) Segundo parágrafo: por agentes de segurança pública a serviço da Polícia Militar do estado, o autor quer dizer somente policiais militares. Não são recursos desse tipo que tornarão sua linguagem mais técnica. Aliás, o autor usa e abusa do termo agente, o que demonstra somente pobreza de vocabulário.

2) Quarto parágrafo: a repetição de próximos e de morte do policial só mostra dificuldade de se expressar corretamente com os recursos de que a língua portuguesa dispõe para ser mais sintética e evitar a prolixidade.

3) Quinto parágrafo: talvez para fazer graça, o autor conclui seu texto com uma ideia equivocada, a de que o bandido bom não vai aos bares onde podem ser chacinados pela polícia. Bem, esse talvez seja o bandido bom pela perspectiva dos bandidos, mas o problema das chacinas é que elas vitimam quem não é bandido. Aliás, em se tratando de um problema tão grave, é no mínimo leviano o modo como o texto se encerra.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Nota final 5,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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