Caridade ou um Governo Justo?

NOTA 2,5

A sociedade brasileira sofre com a desigualdade financeira desde sempre, onde pois podemos dizer que o pobre fica cada vez mais mais pobre e o rico fica mais mais rico. Assim, a filantropia entre os bilionários de nosso país, seria país seria um grande avanço para projetos sociais que necessitam de ajuda para se manter.

Não somente o no Brasil, mas o Mundo vive no mundo, há muitas guerras, violência, fome, entre outras coisas, e a caridade seria esperança para que tudo melhore. A população poderia se sensibilizar, não doando apenas dinheiro e bens, mas levando o mais importante que é o amor ao próximo.

Contudo, a indignação de não termos um governo que possibilita melhorias só cresce a cada dia. Enquanto não tivermos um representante digno e mudanças na sociedade acrítica, não podemos esperar o melhor do nosso país.

Finalmente a filantropia garantiria a continuidade de projetos sociais, não sendo indispensável. Porém, a tranquilidade financeira de ONGs e programas sociais, seria adquiridos sociais seria adquirida com o apoio de um governo que se preocupa com a população e por enquanto não obtemos uma resposta concreta. Com isso, cabe a cada brasileiro a busca por melhorias, tornar-se uma nação crítica, exigir reformas e comprometimento político de todos.

Comentário geral

Texto fraco, em termos de linguagem e de conteúdo. O autor consegue se aproximar do tema nos dois primeiros parágrafos, mas foge deles nos dois últimos, mudando seu foco para a ineficiência do governo e a necessidade de reformas político-sociais. Não existe uma linha de raciocínio e nem uma argumentação propriamente dita. Há somente expressão de opiniões, muitas vezes confusas, sem a devida justificação. A começar do título, que coloca como alternativas ou a caridade ou o governo justo, quando a resposta que o autor pretende dar ao dilema é caridade e governo justo.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) desnecessário e equivocado qualificar a desigualdade social como desigualdade financeira. A desigualdade não se limita às finanças. b) Em língua portuguesa, é impossível estabelecer uma relação sintática entre as duas orações que iniciam o parágrafo usando onde como conectivo. Em vez de onde, se usarmos pois, melhora um pouco, embora seja impossível ao leitor ter certeza do que o autor afirma: que o sofrimento da desigualdade decorre do fato de ela aumentar cada vez mais.

2) Segundo parágrafo: confuso e mal escrito, afirma que a solução para tudo é a caridade. Como a caridade pode acabar com as guerras? É algo que o autor deveria explicar. Além disso, caridade e amor ao próximo são sentimentos e não ações. São sentimentos que nem todos cultivam. Em termos ideais, o amor ao próximo poderia resolver tudo, mas o tema da redação é algo mais concreto: as ações filantrópicas. Mas, na verdade, ao deixar de lado a filantropia, e tratar do amor ao próximo, o autor já está fugindo ao tema.

3) Terceiro parágrafo: aqui o autor muda abruptamente de assunto, numa divagação confusas sobre nossa indignação com o governo. Nós quem? Existe uma unanimidade sobre o governo, todo e qualquer governo, não cumprir suas funções? Governo não é um representante. Governo é um termo que tem significados muito amplos e não dá para restringi-lo somente à representação popular. De resto, sociedade acrítica é um conceito que requer mais explicações? A sociedade brasileira é acrítica? Que dizer então das inúmeras manifestações, maiores e menores, de esquerda e de direita, que têm acontecido desde 2013?

4) Quarto parágrafo: a conclusão se compõe de afirmações obscuras, que, aparentemente, declaram que a filantropia não é indispensável, melhor seria o engajamento crítico e político da população. Não há problema em o autor pensar assim, mas ele não apresenta justificativas para essas afirmações, terminando por onde ele deveria começar para fazer a crítica da filantropia.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 2,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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