Chega de fiu-fiu

NOTA 3,0

A cultura do estupro é o termo que justifica a violência contra mulher, culpando-a pelo modo de vestir ou pela sua conduta moral e não culpando o verdadeiro agente causador: o homem. Essa cultura começa com a aceitação do pensamento machista de que, por exemplo, é errado a mulher beijar vários homens ou ficar bêbada em um bar. Mas, é bar, mas é certo o homem ser pegador e assoviar enquanto uma mulher passa na rua.

Essa expressão nos últimos dias foi muito dita usada, por causa do estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro em uma menina de 16 anos coletivo de uma menina de 16 anos, que aconteceu no Rio de Janeiro. Após o vídeo do estupro viralizar na internet internet, vários comentários machistas sem saber a real situação que aconteceu, julgando-a que se ela estivesse cuidando da casa ou se ela não estivesse com roupa curta tal ato não aconteceria. Outro vídeo foi encontrado da vítima da vítima foi encontrado, falando em que ela fala a seguinte palavra: não. Ela não queria. Mesmo assim, muitos acham que a culpa ainda é da vítima.

Segundo a legislação, relação sexual sem consentimento com menores de 18 anos é considerada estupro e a pena é de 8 a 12 anos de reclusão. Ou seja, independente independentemente do comportamento da mulher, da sua roupa e do seu modo de ser, se ela disser não, é não.

O correto é erradicar o problema desde criança, ensinando-lhes que a mulher pode agir como bem entender e que nada será motivo para serem violentadas. Ensinando que é errado a cada 11 minutos acontecer um estupro. Ou seja, a solução é romper acabar com essa cultura de estupro, demonstrando que o certo é o homem respeitar e não a mulher a ter medo.

Comentário geral

Texto fraco. Apesar de um bom título, em termos de linguagem, passa longe da norma culta, sendo marcado pela informalidade, pelo uso incorreto do vocabulário, pela sintaxe desorganizada. O autor tem grande dificuldade de explicar o que quer dizer e não sabe fazer generalizações. Procura expor fatos concretos para se fazer entender. No entanto, as exposições são mal feitas, seja por estarem num português sofrível, seja por serem obscuras ou ambíguas. Em termos de estrutura e gênero, não chega a ser uma dissertação, os dois primeiros parágrafos misturam uma introdução ao problema com divagações e fatos que não se conectam para formar um argumento. Só há argumentação propriamente dita no terceiro parágrafo. 

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) o texto começa muito mal, tentando explicar o que é a cultura do estupro, mas com uma escolha de palavras muito infeliz e uma sintaxe sofrível. Cultura do estupro não é um termo e sim uma expressão, que não justifica a violência, mas se refere, dá nome, designa uma situação em que a violência contra a mulher é vista com naturalidade, pressupondo que as vítimas de estupro têm parte da culpa pelo crime sofrido. b) Pegador é gíria, é um termo da linguagem informal.

2) Segundo parágrafo: a) o trecho em vermelho não obedece a sintaxe da língua portuguesa e faz uma declaração confusa, em que o pronome a (em julgando-a) deveria significar a vítima, quando, na verdade, do jeito que foi usado, não significa nada. b) A rigor, os comentários não podem saber disso ou daquilo, são os comentaristas que podem. c) Tal ato se refere ao estupro ou ao fato de o vídeo do estupro ter sido postado na internet? d) Justamente, o que faz muitos culparem a vítima é a cultura do estupro, mas o autor perdeu a oportunidade de mostrar isso, porque ele não consegue transitar entre o geral e o particular. Quando expõe um fato, perde de vista o conjunto da dissertação.

3) Quarto parágrafo: a) desde que quem é criança? O problema? É o que a frase dá a entender, mas problemas não têm infância, exceto no sentido figurado, que não cabe aqui. b) O lhes refere-se às crianças, mas o antecedente criança foi usado no singular. Igualmente, serem violentadas está no plural, mas o sujeito (a mulher) é singular. c) O autor afirma que isso é correto, que aquilo é certo, que outra situação é errada, mas não justifica sua opinião. De resto, dizer que o problema tem de acabar não é apresentar uma proposta de solução.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 3,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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