Topo

Banco de Redações

O UOL corrige e comenta 20 redações. Envie a sua sobre o tema da vez



REDAÇÕES CORRIGIDAS - Dezembro/2018 Epidemia alimentar: sobrepeso e obesidade

Redação corrigida 800

Corpo humano em dia

Erro Alteração Correção

Tudo em excesso faz mal. Com a alimentação não é diferente. Segundo uma pesquisa da BBC Brasil, ela mostrou que quase quase 40% da população adulta do mundo – e cerca de 20% das crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos – já sofrem de sobrepeso ou de obesidade. No Brasil, isso não é diferente do resto do mundo. Sendo assim, quais seriam as causas do aumento da obesidade e como acabar com ela e ter uma vida mais saudável?

Sabe-se que o excesso de uma má alimentação tem sido o principal fator para o aumento de peso da polução população brasileira. As redes de fast food – comida rápida – são as principais causadoras e campeãs em termos de aumento da obesidade. A maioria dos brasileiros, principalmente as crianças, são apaixonados é apaixonada por esse tipo de comida e, claro, também pela comodidade e praticidade que elas proporcionam, além da saciedade momentânea. No entanto, nesse tipo de alimentação esconde vilões, como o sódio, principal potencializador da hipertensão, ou seja, causa a parada do coração, bem como o açúcar, que aumenta o sobrepeso das pessoas.

Além disso, o sedentarismo também contribui para o aumento da obesidade no país. Muitas pessoas passam mais tempo em casa, ainda mais agora com a era das redes socias, conversando no Facebook e no Instagram, por exemplo, do que pedalando, nadando e caminhando em espaços públicos e abertos, enfim, exercitando-se. Tudo isso tem um impacto no corpo, como o acúmulo de gorduras, aumentando, assim, o peso desses indivíduos. E em casos mais graves, levando até à morte, uma vez que a obesidade, segundo levantamentos, tornou-se a segunda causa de mortes no mundo.

Conclui-se, portanto, que medidas simples ajudariam a diminuir a obesidade da maioria dos brasileiros. Como Entre elas, alimentar-se em casa e de preferência com alimentos de origens conhecidas, como as que são feitas em casa, livres de conservantes. Além disso, passar a frequentar mais parques e academias para não deixar o modismo do sedentarismo acompanhá-los. Só assim, eles terão a oportunidade de ter uma vida mais saudável, além de manter a saúde do corpo humano em dia e longe do sobrepeso.

Comentário geral

Texto bom, com uma linguagem que resvala para a informalidade desde o título. É mais útil atentar para os problemas assinalados em vermelho.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a pesquisa não é da BBC Brasil, mas da revista “Lancet”, como se vê no texto da coletânea. A citação, portanto, está incorreta.

2) Segundo parágrafo: a) os problemas são dois: o excesso (quantidade) e a qualidade (má) da alimentação. Seria mais adequado indicar isso, em vez de falar em “excesso de uma má alimentação”, misturando quantidade e qualidade numa única expressão. b) “Campeãs” é uma palavra que está sobrando na frase, além de ser informal. Já se disse que as redes de fast food são as principais causadoras e não há propriamente um concurso em que elas sejam literalmente “campeãs”. c) O autor mistura coisas, há modos mais racionais de se expressar: as crianças não se preocupam com “comodidade e praticidade”. Essa é uma preocupação dos adultos. Mas, esse não é o principal motivo do sucesso dos fast food, que também envolve o marketing e o excesso de gorduras e carboidratos, particularmente agradáveis ao paladar das pessoas. Por “saciedade momentânea”, o leitor pode entender que o autor se refere a alimentos que satisfazem o paladar, apesar do pouco valor nutritivo. Mas a expressão não tem um significado muito preciso. d) a hipertensão pode, entre outros problemas, provocar insuficiência cardíaca, mas seria melhor ser mais genérico, não é preciso apelar para uma especificação feita em termos leigos e que é cientificamente imprecisa.

3) Terceiro parágrafo: termina com uma frase mal conectada sintaticamente, que dá a impressão que o autor estava esquecendo de dizer um problema grave – certamente o mais grave – provocado pelo sedentarismo. Além disso, a obesidade não causa a morte por ter se tornado a segunda maior causa de mortes no mundo. Ela se tornou a segunda causa de mortes no mundo, porque atingiu proporções epidêmicas.

4) Quarto parágrafo: a) “alimentar-se... de alimentos” é uma redundância desnecessária. b) Mais uma vez, o autor apresenta mal os problemas a origem dos alimentos e a existência de conservantes. Era melhor opor os alimentos caseiros aos industrializados, sem precisar descer a detalhes. c) O sedentarismo é hábito e não um “modismo”. Pelo contrário, o que está na moda é frequentar academias e manter a forma física. c) Em vez de “sobrepeso”, seria melhor falar em “excesso de peso”, que abrange tanto o sobrepeso quanto a obesidade.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 160
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 160
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 160
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 160
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 160
Nota final 800

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.