Dialética sadia

NOTA 5,5

Diante de uma realidade marcada pela luta de egos egos, é comum presenciar diálogos em que argumentos se tornam ofensas. É visto que a Vê-se que a necessidade de se estar estar certo num ponto de vista vista, faz o brasileiro dispensar qualquer ideia opositiva a oposta à dele, cultivando cada vez mais a intolerância á críticas e a não formação de novos ideais pela ingênua fuga dos debates saudáveis. a críticas e uma mente impermeável a novos pensamentos, devido à incapacidade de praticar os debates saudáveis.

A chegada até esta problemática admite inúmeras falhas, em que a educação é com certeza pioneira. Foram muitas as falhas que conduziram a esse problema, das quais a principal ocorre na educação. O alarmante desinteresse pela leitura faz leva as novas gerações serem reconhecidas pelo domínio da a uma situação paradoxal, em que elas têm conhecimento da maioria dos assuntos atuais, mas todos com superficialidades superficialmente, sem um verdadeiro aparato de conhecimento e contextos históricos aprofundamento, o que traduz fielmente a não maturidade imaturidade para debater temas com honestidade de fatos e de argumentos, sendo dessa forma mais fácil honestamente, com fatos e argumentos, sendo mais fácil partir para a violência física e verbal a agressão verbal ou até física.

Além disso, o não consenso da verdadeira identidade o desconhecimento do verdadeiro significado da argumentação faz criar a ideia de que ganhar um debate se traduz em negar o ponto de vista do outro, ou acreditar estar sendo ofendido pela simples fala divergente da sua, o que para Karl Marx é de grande importância para uma síntese final. Anula-se assim Anula-se, assim, a real intenção da conversa de um debate, que seria a de refutar as ideias incorretas e tentar persuadir a ideia do outro o outro.

Portanto, fica evidente a péssima educação argumentativa do brasileiro, bastante comprovada nos âmbitos sociais e políticos. Faz-se necessário assim necessário, assim, aplicar na prática a noção de crítica construtiva e de argumentação saudável e digna. Estas podem ser promovidas pelo Ministério da Educação Educação, com mais incentivo nas escolas para desde cedo para, desde cedo, desenvolver a dialética de entre seus alunos, e também, por parte da própria família, que tomando como princípios na criação o respeito e a ética, podem esperar novos resultados no que diz respeito ao desempenho entre os brasileiros.

Comentário geral

Apesar de não levar em conta a ideia de escrever uma carta, conforme exigia a proposta de redação, o texto é bem razoável, em especial nos três primeiros parágrafos, que expressam de fato uma reflexão pertinente e coerente sobre o tema. Mas o autor não tem um domínio satisfatório da linguagem escrita, pois suas frases são confusas ou obscuras e, em alguns casos, agramaticais, isto é, fogem de tal forma ao uso comum da linguagem, que se tornam ininteligíveis. O parágrafo final é o que mais prejudica o texto por razões que veremos ao analisar os aspectos pontuais.

 

Aspectos pontuais

 

1) Primeiro parágrafo: começa mal ao falar em realidade marcada pela luta de egos. A expressão é coloquial e subjetiva. O que o autor parece querer dizer é que, num mundo ou numa sociedade onde cada um se acha o dono da verdade, é comum os debates se transformarem em combates, com agressões verbais ou físicas, conforme ele mesmo vai dizer, com mais propriedade no segundo parágrafo.

2) Terceiro parágrafo: o trecho em vermelho é bastante confuso. O autor diz literalmente que se acredita que ganhar um debate é negar o ponto de vista do outro ou se ofender ao ouvir opiniões divergentes. Ora, se ofender com isso não é ganhar um debate. O autor misturou duas questões diferentes na mesma declaração, na mesma afirmação. Isso para não falar da interpretação equivocada do pensamento de Karl Marx, para quem a dialética é uma lei da história e não um debate entre duas pessoas com opiniões divergentes.

3) Quarto parágrafo: a) os adjetivos saudável e digna não deixam claras as características objetivas que um debate deve ter, ou seja, respeito à opinião alheia, análise desapaixonada dos conceitos ou fatos que estão em discussão, a busca de um consenso entre os debatedores. b) Estas o quê? Não dá para saber ao que o autor se refere com esse pronome. c) O trecho final é lamentável, com problemas de concordância e expressões incompletas que o tornam quase ininteligível.

 

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 5,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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