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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Setembro/2018 Direitos humanos: em defesa de quem?

Redação corrigida 500

Direitos Humanos é [são] para todos os humanos?

Erro Alteração Correção

Direitos Humanos (DH) são os direitos básicos de qualquer ser humano como o direito à vida, à dignidade, à liberdade, à saúde, à saúde e à educação. E há um orgão órgão responsável pela defesa desses direitos a de todos. Entretanto Entretanto, fica a seguinte questão: esses direitos, será que é atribuído será que esses direitos são atribuídos de maneira igualitária a todos os brasileiros?

Cada vez que assistimos um noticiário ou lemos algum jornal jornal, fica claro que esses direitos não são atribuídos de maneira igualitária a todos os cidadão a todos os cidadãos de maneira igualitária, mas com uma certa tendência a para um grupo de indivíduos que apavora a população de bem.

Os fatos mostram: quantas vezes vemos os direitos humanos se manifestando contra a atividade policial em defesa de um marginal em casos que um bandido morre por troca de tiros com a polícia, porém, polícia? Porém, ao contrário – nos casos em que o policial é morto por criminosos - não se manifesta qualquer integrantes dos DH contra o marginal em defesa do policial. não há manifestação por parte dos integrantes de organizações dos direitos humanos em defesa do policial.

Um exemplo muito recente disso, foi a morte de três militares do Exército Brasileiro no final do mês de agosto na Intevenção durante a Intervenção Militar no Rio de Janeiro. Não houve qualquer ação dos DH em defesa da vida dos militares e contra os marginais. Apenas omissão.

Além dos agentes de segurança pública, a população civil de bem também sofre com essa diferença de tratamento. Só lembrarmos do caso “champinha” “Champinha” - estrupador menos estuprador menor de idade que estrupou estuprou, em rodízio com seus comparsas, uma adolescente de 16 anos e depois a degolou. Os Direitos Humanos lutou lutaram ferrenhamente no direito de defensa defesa dos marginais, entretanto, não houve qualquer luta do mesmo orgão órgão a favor da vida violada da adolescente contra os marginais.

Em vista dos argumentos apresentados apresentados, fica evidente a discrepancia discrepância do tratamento dos DH frequentemente polarizado à voltado para a parcela criminosa da sociedade. A melhor forma dos Direitos Humanos ser igual direitos humanos serem iguais para todos é acabar com a inversão de valores e acabar com as ideias equivocadas de que todos os criminosos são apenas vitimas vítimas da sociedade. Direitos humanos não devem ser só para marginais, mas, principalmente, para pessoas direitas.

Comentário geral

Texto regular, com uma linguagem no limite entre formal e informal, além da apresentação de argumentos incompletos na defesa do ponto de vista de que os direitos humanos só protegem bandidos. Mesmo assim, em termos estruturais o autor seguiu o gênero dissertativo, não deixou de apresentar uma argumentação e conseguiu comunicar suas ideias com clareza. Assim, há um equilíbrio entre pontos positivos e negativos, que nos levou a lhe atribuir a nota média.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: não existe um órgão responsável, mas várias entidades nacionais e internacionais.

2) Terceiro parágrafo: a) os direitos humanos, propriamente ditos, são uma convenção que, por si só, não pode se manifestar. Quem se manifesta são as entidades que zelam pelos direitos humanos. Portanto, ao usar a expressão “direitos humanos” no lugar das entidades, o autor incorre em linguagem coloquial. b) Para piorar, ele transforma isso numa sigla que repetirá em mais dois parágrafos.

3) Quarto parágrafo: o exemplo do Champinha foi muito mal escolhido, basta lembrar que o Estado tem dado um jeito de mantê-lo sob custódia até hoje, independentemente de questões legais, por meio de, por assim dizer, gambiarras jurídicas. Como o fato é antigo, este corretor não lembra de manifestações de entidades de direitos humanos solidarizando-se a Champinha. O crime foi tão brutal que uma colunista de jornal que ousou defender o criminoso foi sumariamente demitida do órgão de imprensa onde escrevia há anos.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 100
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 100
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 100
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 100
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 100
Nota final 500

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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