Direitos humanos sem humanidade

NOTA 6,5

Quando a atual Constituição Federal do Brasil foi promulgada, em 1988, previa-se previam-se direitos que assegurariam o que se entende por direitos humanos. Direito à vida, à moradia, à saúde, à liberdade, à educação, entre outros, estão previstos na Carta Magna, no Magna. No entanto, a defesa pelos dos direitos humanos tomou outro rumo no país.

No Brasil, assim como em todas as áreas, a defesa pelos dos direitos humanos seguiu um caminho diferente do que o esperado. Enquanto crianças não têm uma estrutura mínima para aprender a ler e a escrever, famílias passam fome e qualquer hospital sequer têm tem leitos para seus pacientes, as Comissões de Direitos Humanos, espalhadas pelo país afora, estão mais preocupadas em proteger bandidos já condenados pelos seus crimes.

É claro que todos merecem uma vida digna, seja no sertão nordestino, nas grandes metrópoles brasileiras ou em presídios sucateados, no entanto, proteger criminosos (como tem acontecido) apenas faz com que aumente a criminalidade no Brasil e garanta que se garantam votos nas urnas a cada eleição municipal, estadual ou federal, porém, sem resolver o problema da desigualdade social cada vez maior em território tupiniquins tupiniquim.

Dessa forma, é possível concluir que a atuação das Comissões dos Direitos Humanos nem sempre está em consonância com a Constituição Federal, pois, enquanto alguns são privilegiados, outros caem no esquecimento. Para que isso mude, umas uma das soluções é desvincular estes esses órgãos na política nacional, porque o que se relaciona com o que é corrupto, tende a se tornar igual.

Comentário geral

Texto razoável, que procura abordar o tema por dois ângulos, ambos relacionados aos direitos humanos. A linguagem deixa um pouco a desejar, pelo caráter informal. Os trechos assinalados em vermelho prejudicam a redação, seja em termos de conteúdo ou de estrutura, e são graves o suficiente para impedir que o texto consiga uma nota melhor.

Aspectos pontuais

1) Primeiro e segundo parágrafos: o autor encerra o primeiro parágrafo e inicia o segundo com uma repetição desnecessária, um dos dois trechos em vermelho poderia ser suprimido sem prejuízo da ideia que está sendo exposta.

2) Terceiro parágrafo: a) vida digna, aparentemente, pressupõe presídios decentes e não presídios sucateados. b) Como a proteção de criminosos garante votos? Votos para quem? Esse ponto não está claro. c) Chamar o Brasil de "território tupiniquim" já virou um lugar comum.

3) Quarto parágrafo: como desvincular os direitos humanos da política? Ora, o respeito aos direitos humanos só pode acontecer num contexto democrático e, portanto, político. Essa sugerida "desvinculação" pode parecer fácil em teoria, já na prática isso não parece viável.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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