É uma questão de preconceito?

NOTA 4,0

A identidade de gênero é uma questão que atinge toda a sociedade. Falar sobre isso aos poucos tem deixado de ser um tabu, mas ainda gera grande repercussão nas mídias e redes sociais. Recentemente, a decisão de um juiz brasileiro causou tamanho causou um grande conflito de opiniões, ao por autorizar psicólogos a pesquisarem e realizarem terapias de reversão sexual em indivíduos voluntários, gerando assim tamanha muita revolta entre muitos especialistas e LGBT’s.

O conselho federal de psicologia Conselho Federal de Psicologia (CFP) recorreu à da decisão do juiz, alegando que a questão orientação sexual não pode ser tratada com uma doença e que tais terapias poderiam causar danos irreversíveis à saúde psicológica do paciente, sem falar que tais medidas estimulariam posições preconceituosas da grande parte da população ainda ignorante, a ignorante a respeito da questão sexual sexual, gerando mais homofobia e práticas violentas contra os indivíduos.

Entretanto, é importante destacar que a liberdade de expressão expressão, mesmo garantida pela constituição Constituição, não pode suprimir a liberdade do indivíduo de se descobrir, buscando assim a orientação de um profissional que pode pesquisar sobre o assunto e que tenha o pleno conhecimento das opções passiveis passíveis e cabíveis ao individuo indivíduo. Essas opções precisão precisam ser apresentadas e cabe unicamente à pessoa decidir se quer e de que forma deseja prosseguir com o tratamento dessa questão.

Contudo, é evidente que o preconceito e a discriminação ainda existem fortemente no Brasil. Mesmo com a liberdade de pesquisa e o direito de plena realização como pessoa garantidos pelas leis vigentes, muitos se veem no direito de suprimirem a liberdade do outro de ser o que quer ser e se realizar como ser humano. É necessário entender que não é a pesquisa que faz do homossexualismo um tipo de doença, é o olhar preconceituoso das pessoas que faz do individuo indivíduo um ser diferente, é preciso ter respeito para poder compreender que todos precisamos ter a opção de ser humano.

Comentário Geral

O texto começa bem, com o autor expondo gradativamente o tema. No segundo parágrafo, ele explica as posições contrárias à do juiz, e, no terceiro, ao exprimir a sua própria posição usa um argumento confuso e refratário à lógica. Talvez decorra daí o fato de a conclusão ser uma divagação sobre o preconceito no Brasil, esclarecendo que o problema não é a terapia de reversão da orientação sexual, mas a intolerância. Ou seja, pelos dois primeiros parágrafos, o texto é 50% positivo. Pelos dois últimos, 50% negativo. Isso deveria resultar numa nota cinco, mas convém notar que o autor não cumpre a exigência da competência 5, o que colabora para prejudicar sua avaliação.

 

Aspectos pontuais

 

1) Segundo parágrafo: o povo é ignorante da questão sexual? A afirmação é vaga, preconceituosa contra o povo em geral e não deixa clara qual é a questão sexual ignorada.

2) Terceiro parágrafo: Evocar o direito constitucional de liberdade de expressão para dizer que ele não suprime qualquer tipo de terapia é puro non-sense. Uma coisa não tem nada que ver com a outra. Para piorar, o autor afirma que todos têm direito a procurar um psicólogo para tratar de seus problemas, mas não são todas as terapias psicológicas que estão na proposta de redação. Somente a de reversão da orientação sexual.

 

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Nota final 4,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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