Eles querem acabar com o crack ou com os dependentes?

NOTA 6,5

O crack é uma droga ilícita que causa depressão, problemas respiratórios, dependência e afins. A droga chegou ao Brasil mais ou menos em 1990, na região leste, mas logo se alastrou para a região central, no bairro da Luz, e ganhou o nome de cracolândia. Nas ultimas últimas semanas, uma ação determinada pelo prefeito João Dória, concedeu Dória concedeu que as policias polícias civil e militar entrasse entrassem na cracolândia para que reprimissem cracolândia, para reprimir o tráfico de drogas, mas ao invés disso os policiais reprimiam todos que viam pela frente com bombas de efeito moral, cães farejadores e armas de borracha. Mas a questão era que Durante a operação, não se via nenhum agente de saúde ou assistentes sociais e e, ao invés de reprimir o tráfico de drogas, só prejudicaram a operação policial só prejudicou o acesso dos poucos assistentes de saúde que ainda frequentavam o local.

A maioria das pessoas que tem acesso às drogas são moradores de regiões periféricas, como diz o Dr. Drauzio Varella Varella: "A cracolândia não é causa de nada, é consequência de uma ordem social que deixa à margem da sociedade uma massa de meninos e meninas nas periferias", mas periferias". No entanto, esse não é um problema de somente uma classe exclusivo de uma classe social. Na tarde do dia 01/06/17 primeiro de junho deste ano, Andreas Richthofen (Irmão de Suzane Richthofen) foi encontrado na cracolândia, e isso cracolândia. Isso causou comoção, mas por que as pessoas se comoveram tanto quando ficaram sabendo que ele estava lá? A verdade é que as pessoas ficaram comovidas por que ele é branco, por que ele tinha uma vida boa e e, por um problema familiar, se viu nessa situação. O que as pessoas não entendem é que todos ali têm histórias, todos tiveram uma vida antes disso e que drogas, é as drogas são um problema que afeta a todos, e todos e independe de classe social e raça.

A medida de internação compulsória compulsória, quando há risco para o próprio dependente dependente, é cabível, uma cabível. Uma pessoa que pode causar mal a si mesmo, correndo risco de cometer suicídio e/ou fazer mal ao meio social em que vive, não têm tem lucidez o suficiente para decidir se quer ou não ser internado, e é exatamente ai que colocamos a saúde pública em pauta, não pauta. Não dá para falar da cracolândia sem antes falar sobre a saúde de cada um dos dependentes que ali habitam habita e é isso que importa. Mas como na prática como, na prática, nossas leis funcionam de outro modo, uma coisa é certa, eles não querem acabar com o crack, eles querem acabar com os dependentes.

Comentário geral

Texto bom. Quanto ao aspecto linguístico, o texto até mereceria a nota máxima, não fossem pequenos erros gramaticais e desvios da norma culta. Os problemas mais graves se referem: a) à estrutura da dissertação, pois cada parágrafo é independente do outro, de modo que só existe uma linha de raciocínio interior aos parágrafos, mas não ao texto como um todo. b) Ao conteúdo, pois são muitos os equívocos em relação a fatos e a conceitos. Pode ser que um avaliador menos severo não levasse em consideração alguns desses problemas (de que vamos tratar pontualmente). Neste espaço, contudo, é importante ressaltar todo problema que o texto traz, de modo a alertar o autor.

Aspectos pontuais

 

1) Primeiro parágrafo: todos os trechos em vermelho são de conteúdo e alguns podem até ter ocorrido por distração. De qualquer forma, adulteram a realidade dos fatos. a) O autor não está falando do Brasil, mas do município de São Paulo, que é onde fica o bairro da Luz e a cracolândia. b) A ação policial depende do governo do Estado e houve polêmica quanto a existir uma comunicação eficiente entre os poderes municipais e estaduais quando a operação foi deflagrada. c) As balas são de borracha. As armas não. d) É uma distorção dos fatos dizer que eventuais assistentes sociais foram dispersados pela polícia. O que se constatou é que, num primeiro momento, a ação foi exclusivamente repressiva, sem envolver os setores de saúde e assistência social.

2) Segundo parágrafo: a) o autor apresenta como verdadeira a opinião do dr. Drauzio Varella e em seguida nega que ela seja verdadeira, assumindo que o problema atinge gente pobre da periferia, para depois dar um exemplo de um personagem de classe média alta. b) Andreas Von Richthofen não estava na cracolândia. A notícia é falsa e foi desmentida rapidamente. Contradição e inverdade enfraquecem qualquer argumentação.

3) Terceiro parágrafo: entende-se o que o autor quer denunciar, mas esse eles empregado aqui é totalmente indeterminado. Quem são os eles? É necessário explicitar, até porque, anteriormente, o autor havia atribuído a culpa a uma única pessoa: o prefeito de São Paulo.

 

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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