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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Março/2019 Cantar ou não cantar o hino nacional? Eis a questão...

Redação corrigida 280

Entre o decretado e o obedecido

Inconsistente Erro Correção

Muito se discute, atualmente, no Brasil, a respeito do civismo nacional. Não obstante, o Ministério da Educação viabilizou uma ação na qual as escolas teriam a obrigatória missão de fazer com que seus estudantes cantassem o famoso hino nacional. Não bastasse o cântico, os alunos também deveriam ser gravados cantando-o ao cantá-lo, fato esse que despertou um sentimento de revolta nos pais, que viram essa imposição como invasiva e autoritária. Nesse sentido, observa-se a paralela questão, no que tange a cantar ou não o hino, e se é pelo civismo, o que mudaria?

É válido salientar, que salientar que a Lei 12.031 de 2009, hodiernamente vigente pela Constituição de 1988, prevê o hasteamento da bandeira nacional acompanhado da declamação do hino brasileiro. Contudo, observa-se o descaso pela mesma, que em apenas poucas escolas é posta em prática que é posta em prática apenas em poucas escolas, evidenciando assim, se não senão a despreocupação, a noção de a inutilidade do ato, sendo que pode ser considerado uma perda de tempo e que não desperta sequer um sentimento cândido pelo país. Torna-se claro então, que então que, mesmo estabelecido por Lei lei, o cantar do hino por muitos é considerado uma prática ineficiente no que se refere ao despertar do amor pátrio, além de ser visto como uma ação obsoleta.

Destarte, no período em que vigorava o Regime Militar - época em que o canto solene já era obrigatório -, tem-se havia um profundo sentimento de recusa ao que concerne a à melodia pátria, pois nesses anos o tinham como uma obrigação e não um ato nacionalista. Além disso, enxergavam-o enxergavam-no como uma forma de glorificar o país, mesmo ele anulando inúmeros direitos cidadãs, fato que desagradava os cidadãos, a exemplo da institucionalização do AI-5. Nesse viés, faz-se visível que a imposição, sem a devida concordância da civilização, fomenta a na declamação um caráter autoritário e não democrático.

Desse modo, diante do problemático questionamento acerca do ato de cantar o hino nas escolas, é necessário que haja uma breve discussão, no que refere-se a vocaliza-lo se refere a vocalizá-lo, entre todos àqueles aqueles que compõem a nação brasileira. É viável também, que também que o Ministério da Educação se retrate ante a sociedade, desvinculando a solicitação feita às instituições de ensino. Paralelo Paralelamente a isso, é preciso que os meios de comunicação, por meio da sua influência, divulgue divulguem o lado positivo de se declarar a melodia, com o fito de se reconstruir uma nova imagem do ato pátrio, que pode sim, servir-se pode, sim, servir como um gesto cívico de respeito à nação se tomadas as devidas providências.

Comentário geral

Texto insuficiente. Só não é precário, porque se nota que o autor tem uma noção mínima das regras de articulação das palavras em língua portuguesa, para formar períodos e parágrafos. No entanto, essa competência fica prejudicada pela escolha de um vocabulário obscuro e esdrúxulo, que impede que o autor de fato se comunique com o leitor.

Competências

  • 1) O autor escolhe palavras inadequadas e as combina de modo inusual, criando frases de sentido obscuro e ambíguo. É um problema que se manifesta em todos os parágrafos e está assinalado em vermelho. O resultado é que suas afirmações não correspondem aos fatos reais, como quando ele afirma que "muito se discute atualmente o civismo nacional". Não é essa a discussão que está ocorrendo, provocada pelo e-mail do ministro da educação. Além disso, há várias expressões disparatadas ("famoso hino nacional", "declamação do hino", "sentimento cândido", "direitos cidadãs", etc.), que soam como se o autor estivesse fazendo uma paródia da norma culta.
  • 2) A obscuridade da linguagem prejudica todas as competências. Qual é a tese do autor? Lendo e relendo o texto, parece que ele afirma que cantar o hino não pode ser uma imposição, pois isso não teria o resultado que se espera. Em torno disso, ele faz uma série de reflexões absurdas que, mais uma vez, parece ter caráter paródico.
  • 3) A argumentação é tão esdrúxula quanto todo o texto e limita-se a dizer que a lei de 2009 não foi cumprida, talvez porque cantar o hino nacional, hoje, traga lembrança do regime militar. Convém lembrar que os jovens que estão na escola hoje nem eram nascidos durante o regime militar.
  • 4) Linguisticamente, o autor consegue encadear os parágrafos, criando a impressão que estamos diante de um texto coeso, mas, mais uma vez, a obscuridade da linguagem é o que sobressai e a coesão se torna totalmente secundária num texto que tanto tem de paródico quanto de surrealista.
  • 5) Também aqui o autor não se pauta pelo bom senso, imaginando que, os meios de comunicação podem resolver o problema, se esclarecerem a população acerca da importância de se cantar o hino. Pode ser, mas é daquelas sugestões genéricas que se aplicam a qualquer tema: fazer campanhas de esclarecimento sobre a importância de qualquer coisa.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 80
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 80
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 20
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 80
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 20
Nota final 280

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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