Imagine um país sem intolerância religiosa

NOTA 9,0

Historicamente, a religião já esteve relacionada com inúmeras passagens de guerras, atrocidades e fatos que, podemos concluir, foram repletos de intolerância. A verdade absoluta imposta por cada credo já desperta em por si um conflito social. Assim, em uma análise imparcial, parece sensato chegar a mesma conclusão que John Lennon em sua música "Imagine": a de que um mundo em paz implicaria um no qual não houvessem houvesse religiões. Porém, assim seria excluída a ampla representação histórica e cultural da religião e a liberdade de expressão que, felizmente, resguarda a autonomia de crença.

A liberdade religiosa é um direito civil não apenas pela necessidade do de o ser humano de exercitar seu componente espiritual, mas também porque a religião inclui uma atribuição social. No Brasil, a pluralidade de crenças poderia causar intolerância. Contudo, felizmente felizmente, esta é exceção no país, com número de ocorrências baixo e pouca expressão; isso porque a cultura brasileira assimila as diferenças, não exclui - por exemplo, a Umbanda representa o sincretismo religioso brasileiro, já que é uma religião fundada no país, que reúne elementos do catolicismo, espiritismo e de culturas africanas.

Para não apenas imaginar o Brasil como um país sem intolerância religiosa, mas atuar para que assim seja, é necessário não apenas punir quem aja contra a liberdade de expressão do outro, mas que a educação brasileira ensine respeito e conhecimento da diversidade de crença, afinal, apenas se pré-julga o que não se conhece. Para isso, é válido ensinar em casa e nas escolas a respeito de cada religião, formando filhos e alunos conscientes e transmitindo como valor primordial que um homem de conhecimento reduzido julga aquilo que lhe é apresentado; já um homem culto conhece e compreende bem aquilo que lhe é diferente.
 

Comentário geral

Texto muito bom, com pequenos deslizes, que podem ser relevados. De qualquer forma, o autor faz uma reflexão, que chega a ter um conteúdo filosófico, sobre o problema abordado. Discute o problema no nível conceitual e abstrato, mas sem perder de vista a realidade, ao mencionar a questão do sincretismo que é fundamental para compreender sociologicamente a questão religiosa no Brasil.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) repetição desnecessária de assim, que, da primeira vez em que foi usado, poderia ser substituído por dessa forma. b) antes da liberdade de expressão, no caso das religiões, vem a liberdade de crença. Ou seja, temos o direito de acreditar numa religião e praticá-la, mesmo sem alardear isso ao público. Já houve época em que essa liberdade não existiu. O Candomblé era perseguido. Por isso era praticado às escondidas. Se a polícia descobrisse um local onde estava sendo praticado, tinha o dever de invadi-lo e prender os praticantes não por estarem expressando algo, mas por praticarem uma crença prooibida.

2) Segundo parágrafo: não fica claro o que o aluno quer dizer por atribuição social. Seria papel social?

3) Terceiro parágrafo: falta clareza à afirmação final. Aparentemente, ele quer dizer que o ignorante julga sem pensar e de modo equivocado aquilo que dessconhece; já o homem sábio procura compreender as coisas antes de julgar.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 2,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 2,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,5
Nota final 9,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.

UOL Cursos Online

Todos os cursos