Inovar é sempre prejudicial?

NOTA 2,5

Com a chamada "Quarta Revolução Industrial", autoridades de países de todo o mundo e pioneiros no avanço tecnológico vêm discutindo o fenômeno de uma futura substituição de mão de obra humana por máquinas. O conflito surge ao pensar no desemprego que tal medida provocaria a 7,1 milhões de pessoas, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, WEF, o que traz à tona uma indagação: É é possível conciliar essa evolução tecnológica com o direito ao trabalho?

O trabalho escravo é uma condição mundialmente ilícita, atualmente. Todavia, é evidente sua existência, principalmente na obtenção de matéria-prima industrial. Prova disso são denúncias como a que acusa a obtenção de matéria-prima de empresas fornecedoras de materiais para bateria, que chega chegam a fornecer a grandes empresas, como as gigantes Sony e Samsung, de cooperar com esse tipo de trabalho. Essa realidade está presente não só na tecnologia, como também na moda e ainda nas grandes indústrias chinesas.

Conciliado Concomitantemente a isso, existem trabalhos que ocorrem sem a devida segurança ou equipamentos, além de trabalhos que exigem movimentos repetitivos, causando riscos à vida e à saúde humana. Além dos trabalhos diretamente prejudiciais à saúde, há ainda trabalhos que exigem carga horária elevada, o que gera cansaço e falhas, logo, sendo sendo, portanto, prejudiciais ao indivíduo e à indústria.

Portanto, cabe a órgãos, como as Nações Unidas, cogitar o trabalho das máquinas em cargos de trabalho escravo ou abusivo, de modo a combater trabalhos prejudiciais aos seres humanos, e conservar os empregos de qualidade.

Assim, provando a possibilidade de conciliação entre os empregos e o desenvolvimento na Produção Industrial produção industrial, provando que inovar nem sempre é prejudicial.

Comentário geral

Texto fraco. Em matéria de conteúdo, depois de um primeiro parágrafo razoável, o autor perde o foco e começa a tratar de assuntos que, embora relacionados ao trabalho, não se relacionam ao tema proposto, isto é, à tecnologia e à eliminação de empregos. No final, ele até propõe que a tecnologia seja uma alternativa ao trabalho escravo, mas a sugestão é disparatada, pois quem usa trabalho escravo quer aumentar seu lucro ao custo mais baixo possível e não vai investir em tecnologia. Além disso, trabalho escravo é crime e envolve não somente a obtenção de matérias-primas. Mas, além dos equívocos conceituais, também é importante destacar que o autor usa a linguagem de maneira confusa, seja pela inadequação de vocábulos, seja pela sintaxe truncada, seja pela pontuação incorreta.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) não se está falando apenas de futuro. A diminuição da oferta de empregos devido aos avanços tecnológicos já está em curso. b) A pergunta que o autor lança aqui só será respondida ao fim da redação, depois de um desenvolvimento que não tem nada com o assunto.

2) Segundo parágrafo: a) o autor passa a tratar de trabalho escravo e foge ao tema. b) O parágrafo todo é muito confuso, em especial o longo período que começa em prova disso e termina em tipo de trabalho. Toda a sintaxe desse trecho está comprometida. c) O fim do parágrafo é um grande equívoco conceitual, pois o autor apresenta a tecnologia como se ela fosse algo diferente da indústria e da moda. Toda indústria, até a da moda, pressupõe a existência de tecnologia.

3) Terceiro parágrafo: mais equívocos. O trabalho pode ser repetitivo sem causar risco à vida de quem o exerce. Se uma grande carga horária é exigida para produzir alguma coisa, é possível contratar pessoas em turnos sucessivos. Já existem, há tempo, leis trabalhistas para tratar dos problemas que o autor expõe. Existe também uma área da Justiça só para tratar dos problemas de trabalho.

4) Quarto parágrafo: na verdade, cabe a todo mundo cogitar soluções para qualquer problema. Se é para ficar no nível da cogitação, ou seja, do pensamento, nem é preciso chegar a uma instância como a ONU. De resto, a ideia que preside o desenvolvimento da tecnologia já é exatamente esse que o autor propõe para o futuro, ao menos teoricamente. Só que, na prática, a teoria muda e a economia é uma ciência complexa que não pode ser concebida de modo tão reducionista como pretende o autor do texto.

5) Quinto parágrafo: em termos de ideia, a prova que o autor apresenta é até plausível. Só que o parágrafo não tem sintaxe, pois traz dois verbos no gerúndio e deixa de apresentar os requisitos básicos de uma oração em qualquer língua, a saber, sujeito e predicado.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 2,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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