Magistrados antes, conhecimento depois?

NOTA 6,0

O incêndio ocorrido no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, que destruiu a maior parte de um acervo com mais de 20 milhões de peças históricas, colocou em xeque não só a importância que o brasileiro dá ao conhecimento e seu passado, mas também a prioridade que o governo da ao mesmo.

Uma das supostas perdas é no incêndio foi o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil. De acordo com pesquisas, o fóssil mostra semelhanças com aborígenes australianos e diferenças com indígenas brasileiros, o que o classificava como uma peça fundamental para entender como o ser humano chegou ás às Américas. Mas, agora, é classificado como desaparecido nos escombros do incêndio, podendo ou não ser encontrada encontrado, em bom ou mau estado.

Mas o que esperar de um país que gasta mais com magistrados do que com conhecimento? Nos últimos dez anos, outras 7 sete construções brasileiras sofreram perdas históricas com incêndios. Tudo leva a crer em desprezo e falta de preocupação por parte do governo em buscar a preservação destas dessas instituições, deixando-as à mercê de tragédias.

É fundamental o entendimento e a preocupação por parte da população diante aos gastos feitos pelo governo É fundamental que a população se preocupe com os gastos do governo e os compreenda, e posteriormente faça manifestações em busca de mudanças e a favor de prioridades governamentais em relação à história e a cultura. mudanças, para que o governo dê prioridade à história e à cultura.

Comentário geral

Texto bom, com problemas de coesão graves. Após introduzir o tema no primeiro parágrafo, o autor se perde numa digressão exclusiva sobre Luzia, sem ao menos deixar claro que o fóssil é apenas uma das perdas do museu (vale lembrar que esse texto foi escrito antes de se descobrirem partes do fóssil). Em seguida, vem um raciocínio muito fraco: os gastos com juízes não são nem a única nem a principal causa do descaso com o patrimônio histórico. Há outras questões muito mais evidentes, como a corrupção e a má administração, que o autor sequer leva em conta. A conclusão é razoável, mas há um equívoco quanto ao uso da palavra "prioridade", a ser comentada a seguir.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: não se trata de dar "prioridade", de colocar em primeiro lugar a preservação do patrimônio histórico. Há vários outros problemas que também são prioritários no Brasil: a saúde, a segurança pública, a educação, etc. A questão é que o governo não pode ser negligente com o patrimônio histórico-cultural.

2) Terceiro parágrafo: "construções brasileiras" é uma expressão vaga demais e não se refere especificamente a edifícios históricos e outras peças do patrimônio cultural.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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