Mimados no passado e infelizes no futuro

NOTA 6,0

Em qualquer lugar é possível encontrar pessoas que fazem parte da turma do "eu me acho". Não raro, elas fazem parte da nossa família e do nosso cotidiano. Basta um olhar minucioso para conseguir identificar algum indivíduo que faça parte desse grupo. Eles se reúnem em lugares comuns como praças e parques, e só dão atenção a si mesmo mesmos – algo que eu jamais faria. Se consideram Consideram-se autossuficientes, e por esse motivo autossuficientes e, por esse motivo, criam o chamado isolamento social.

Isso acontece por diversos motivos, os principais são: riqueza (se consideram superior consideram-se superiores por possuírem bens aquisitivos materiais), tratamento especial exagerado por parte da família (faz com que o indivíduo pense que deve ser tratado da mesma forma em qualquer lugar), e até por serem considerados pessoas de boa aparência física (com isso isso, o ego delas faz com que se sintam ainda mais especiais). Ao analisar essas características fica claro que não me encaixo nesses padrões.

O resultado disso aparece nitidamente na fase adulta. Quando precisam se distanciar da família, conseguir um emprego e serem responsáveis por si mesmo mesmos. Como esse grupo foi "amaciado" a vida toda, terão terá dificuldades de aceitar críticas, precisarão precisará de muito tempo para se adaptar na sociedade, vão vai se frustrar com o mundo por isso, e poderão poderá até desenvolver uma depressão por conta de tantos problemas e por seu psicológico não estar preparado pra esse tipo de resposta do mundo.

Portando Portanto, é evidente pra mim que não faço parte desse grupo, pois acredito que não faz sentido se isolar das pessoas que eles consideram "diferentes", porque é com os "diferentes" que conseguimos aprender coisas novas, aprimorar nossos conhecimentos e, assim, nos tornar pessoas melhores

Comentário geral

Texto razoável, principalmente em termos de linguagem e estrutura. O maior problema é de conteúdo e pode ser constatado especialmente por meio dos aspectos pontuais.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: o texto começa com um paradoxo que não faz sentido e demonstra uma compreensão equivocada do tema a ser discutido pela redação. Existem mesmo reuniões frequentes de narcisistas e egoístas em praças e parques públicos, como se formassem uma espécie de clube? É difícil de acreditar nisso. Até porque é de se perguntar: esses indivíduos se congregariam num grupo para buscar ou criar o isolamento social? Ora, quem quer se isolar, não vai sair se agrupando por aí. Infelizmente, o autor parece não se dar conta de quão contraditória é essa sua introdução.

2) Segundo parágrafo: aqui o problema é de forma, não de conteúdo. O autor faz uma enumeração das causas do narcisismo e as explica, à medida que as aponta, colocando essas explicações entre parênteses. Seria melhor introduzir esses motivos com a oração assinalada em vermelho e, depois, colocar dois pontos e destacar item por item. Assim:

Isso acontece por diversos motivos, os principais são:

– riqueza, consideram-se superiores por possuírem bens materiais;

– tratamento especial exagerado por parte da família, o que leva o indivíduo a pensar que deve ser tratado da mesma forma em qualquer outro lugar;

– boa aparência física, que os faz se sentirem ainda mais especiais.

Além disso, ao terminar a enumeração, o autor diz que fica claro o porquê de ele não se enquadrar na turma do "eu me acho". Não fica claro não! O autor precisaria dar uma explicação ao leitor, que não o conhece, dos motivos pelos quais ele acha não se enquadrar na referida turma. Do contrário, o leitor só pode pensar que o autor se acha pobre, feio e maltratado pela família. É isso mesmo que ele quer dizer?

3) Terceiro parágrafo: a) o resultado disso, gramaticalmente, se refere ao que ele acabou de dizer, ou seja, o fato de ficar claro que ele não se encaixa nesses padrões. Então, há um problema de continuidade ou de coesão textual. O autor estava falando do problema em geral, passou a falar de si e, sem usar nenhum dos recursos linguísticos coesivos, volta a falar do problema para os outros. b) O sujeito dos verbos que estão sublinhados é esse grupo. Então os verbos têm de ser flexionados no singular. c) psicológico é um adjetivo. Está sendo usado na linguagem coloquial como substantivo. Na norma culta, é melhor evitar isso. Melhor seria falar em sua mente, sua psicologia, sua personalidade.

4) Quarto parágrafo: aqui, sim, o autor deixa claro por que lhe parece evidente não pertencer ao grupo do "eu me acho". E conclui bem o texto insinuando como se afastar do narcisismo.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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