Muros e mentes não são intransponíveis

NOTA 5,0

Segundo a mitologia Grega grega, a cidade de Tróia Troia foi tomada pelos Espartanos espartanos, após várias tentativas infrutíferas de invadir a cidade. Acreditando na inviolabilidade de suas muralhas os Troianos suas muralhas, os troianos receberam dos Espartanos espartanos, um espólio de guerra, um cavalo de madeira gigante, que acreditavam ser pela vitória. No entanto, os Espartanos espartanos usaram essa tática de guerra para se infiltrarem além dos muros da cidade.

No mundo contemporâneo, a tática usada pelos Espartanos, foi espartanos foi maquiada e aperfeiçoada com o uso da tecnologia, que possibilitou a infiltração às nas mentes das pessoas pelos mecanismos de comunicação, por àqueles aqueles que têm como objetivo a as "invasões de cidades", o que se pode caracterizar como uma pós-verdade.

No Brasil, a distorção dos fatos no cenário politico, faz político faz a população acreditar na verdade imposta pela classe social majoritária, no entanto, o grupo de defensores da realidade, liderado pelo juiz federal Sérgio Moro, têm tem apontado tais distorções, deixando a nação com o livre arbítrio de acreditar ou não nas manipulações impostas. Por conseguinte, as mentiras têm caído por terra terra, deixando claro que temos sido submetidos através dos meios de comunicação a acreditar que nossos muros são intransponíveis.

É evidente, portanto portanto, que medidas são necessárias para garantir os direitos básicos dos cidadãos cidadãos, sem maquiagens ou manipulações. Desse modo, o Estado garantir deve garantir, através de órgão como Ministério Público Público, a fiscalização e transparência de seus atos, além disso, a sociedade têm tem que se envolver mais nos assuntos de Estado, não se deixando levar por notícias sensacionalistas ou manipuladoras, buscando sempre a verdade real verdade. Por fim é dever de todos, buscar todos buscar uma sociedade mais igualitária e harmônica.

Comentário geral

O texto tem mérito principalmente pela ideia de comparar a pós-verdade ao mítico cavalo de Troia, estratagema com que os gregos conseguiram invadir a cidadela troiana. A pós-verdade seria um cavalo de Troia tecnológico que infiltraria falsas ideias na mente do público. É uma comparação original, inteligente e pertinente. Por outro lado, o autor desenvolve mal seu discurso, cometendo uma grande quantidade de erros, gramaticais ou conceituais, e produzindo um texto caracterizado por ambiguidade e obscuridade. Essa é daquelas redações cuja nota o corretor abaixa a contragosto, por dever de ofício, por perceber que o autor tem boas ideias, pensa de modo original e criativo, mas, infelizmente, não consegue se expressar à altura das ideias que tem.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) creditar a guerra de Troia à mitologia é um equívoco. O conflito aconteceu, é um fato histórico real, mas as narrativas sobre ele são permeadas pela mitologia, em especial, a Ilíada, poema de Homero, cujo objetivo não é documentar a história tal qual se entende isso atualmente. b) Não foram somente os espartanos que guerrearam contra os troianos, melhor seria falar em gregos. c) Espólio de guerra é o que se conquista, ao saquear o território do perdedor. O cavalo foi um suposto presente dado aos troianos, de onde a famosa expressão "presente de grego". d) Enfim, é uma pena, mas toda a narrativa apresentada pelo autor da redação se prejudica com essa grande quantidade de equívocos.

2) Segundo parágrafo: a ideia do autor é que a pós-verdade é um cavalo de Troia contemporâneo, que possibilita manipular a mente de seus destinatários. Mas isso está dito de um modo incorreto: as aspas não mudam o significado da expressão invasão de cidades. Não é o fato de os propagadores de pós-verdades quererem "invadir cidades" que caracteriza a pós-verdade. O autor não soube expressar com clareza a comparação que quer apresentar.

3) Terceiro parágrafo: a) a classe social majoritária é a classe baixa, que não é a chamada classe dominante. O autor escreve o contrário do que afirma. b) Mais uma vez, entende-se o que o autor quer dizer, mas ele relata os acontecimentos político-jurídicos do Brasil de hoje de maneira tão imprecisa quanto a de seu relato da guerra de Troia. Na verdade, falta objetividade ao autor, ele apresenta tudo por meio da sua subjetividade, confiando em que o leitor seja capaz de entendê-lo. Não se pode escrever uma dissertação desse modo: o autor tem de ter em mente que ele deve comunicar suas ideias ao leitor do modo mais claro e objetivo possível. Pior ainda, o autor se perde em suas metáforas e acaba falando coisas cujo sentido é indecifrável: "temos sido submetidos através dos meios de comunicação a acreditar que nossos muros são intransponíveis" – qual o significado próprio desses muros intransponíveis?

4) Quarto parágrafo: a) medidas são necessárias para resolver qualquer problema. É melhor deixar de lado essa frase e apresentar as medidas. b) Os direitos básicos do cidadão são amplos e não existe um direito à verdade. O autor perde o foco da dissertação, que se limita ao acesso a informações reais ou distorcidas. c) Os cidadãos só podem se envolver com os assuntos de Estado em certa medida. O que o autor quer dizer é que o cidadão deve acompanhar os fatos políticos e não se deixar iludir por histórias pós-verdade.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 5,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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