Não existe cura para o que não é doença

NOTA 0,0

Representantes do CFP (Conselho Federal de Psicologia) estão discutindo recentemente sobre a terapia da orientação sexual, algo sem fundamento.

 

Fatos comprovam que o Brasil é um dos países mais violentos contra gays, lésbicas, e transexuais do mundo, mas isso não é motivo para que se tenha como obrigatoriedade curar as pessoas que sejam assim.

Ouve-se muito comentários maldosos discriminando essas pessoas. Mas já pararam para pensar que todos tem têm seu direito de ser o que quiserem ser? Pessoas com um pensamento muito fechado, que não se abrem para entender o que os outros tem têm de diferente e que também são normais normais, apoiam com certeza a "cura gay".

Seria mais fácil se todos pudessem escolher o que ser sem se preocupar com o que os outros julgam. Ao invés de criar propostas de terapia de orientação sexual sexual, o CFP podia realizar métodos de igualdade que cumprissem tudo conforme os gostos e modos de cada.

Comentário geral

 

Infelizmente, o texto é um grande mal-entendido. Desde o primeiro parágrafo o autor deixa claro que não entendeu a situação que motivou a proposta de redação: isto é, a liminar do juiz permitindo a terapia de reversão de orientação sexual, ao contrário do que pretendia o Conselho Federal de Psicologia. Mas não para por aí, há mais informações incorretas e até afirmações que apresentam uma espécie de preconceito às avessas. Para complicar ainda mais, o texto não é uma dissertação, mas uma série de declarações avulsas sobre o tema que o autor escolheu (o direito à escolha da orientação sexual) e não o tema proposto (se é justa a existência de uma terapia de reversão sexual).

 

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a introdução é equivocada: não apresenta corretamente o tema e afirma que a tal terapia não tem fundamento, sem dar suas razões para assim crer. 2) Segundo parágrafo: a) esse fato também é discutível. Há países bem mais violentos que o Brasil nesse sentido: há 78 nações onde o homossexualismo é criminalizado, das quais cinco estabelecem como punição a pena de morte. b) Ninguém está propondo obrigatoriedade da terapia de reversão sexual. A indignação do autor é tamanha, que o deixa cego em relação à realidade. 3) Terceiro parágrafo: é o preconceito às avessas. Não é uma certeza estabelecida estatisticamente que pessoas que tenha um “pensamento fechado” (seja lá exatamente o que isso signifique) apoiem a “cura gay”. 4) Quarto parágrafo: termina com uma frase vaga que pode significar qualquer coisa, inclusive que não são de competência do CFP.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Nota final 0,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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