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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Abril/2018 Informação no rótulo de produtos transgênicos

Redação corrigida 750

Nova Granada, SP, 07 de abril de 2018

Erro Alteração Correção

Prezado senador,

Mando-lhe Envio-lhe essa carta para demonstrar minha profunda indignação com o projeto de lei que tramita no senado federal Senado Federal, pois tal lei pretende tornar opcional ao fabricante colocar a informação de que há ou não componentes transgênicos nas embalagens de produtos. Tal indignação é valida válida, porque, mesmo não fazendo mal algum a à saúde humana, é contra o direito de nós, consumidores, não informar a composição desses produtos não informar a composição desses produtos vai contra o nosso direito enquanto consumidores.

Os primeiros organismos transgênicos foram desenvolvidos durante o século xx XX, através de pesquisas em laboratórios, portanto, não são organismos naturais, mas sintéticos, e justamente por não serem congênitos congênitos, é que é de extrema importância que isso seja exposto nas embalagens.

Alguns, senador, dizem que é necessário retirar o símbolo “T” de transgênico das embalagens, pois eles formam uma imagem negativa dos produtos, alegando que isso prejudica as vendas, entretanto, asseguro que não é assim que funciona, pois o símbolo não prejudica o produto, mas informa aos consumidores, de maneira chamativa e clara, que o produto é transgênico.

Além disso, o idec Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) já se posicionou contra tal projeto, pois segundo eles ele isso representa um retrocesso aos nos direitos dos consumidores, já que os mesmos não conseguem ter acesso, por meio do rotulo, à rótulo, a informações claras sobre a composição completa da mercadoria.

Sendo assim, espero que compreenda meu apelo enquanto consumidor preocupado com a população e que interceda por todos nós aí no senado Senado, pois somente assim teremos chance de não perder esse direito.

Atenciosamente,

L. V.

Comentário geral

Apesar dos vários problemas pontuais, o conjunto do texto é positivo. O autor cumpriu a proposta e redigiu uma carta dissertativa, apresentando argumentos para defender a sua posição sobre o projeto de lei. A linguagem é um pouco informal para se dirigir a um senador da República.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) Não se trata de tornar opcional, mas de liberar da necessidade de colocar o símbolo de produto transgênico. b) Como o autor não explicitou o sujeito da frase não fazendo mal à saúde humana, pode-se supor que ele é tal indignação, de modo que a frase se tornou ambígua sintaticamente.

2) Segundo parágrafo: é péssimo, pois diz o óbvio e é repetitivo, além de não ser um argumento sólido em favor da necessidade de haver o símbolo dos transgênicos.

3) Terceiro parágrafo: a) O símbolo de transgênico não é somente a letra T. b) O autor se refere a símbolo no singular e depois no plural, num erro de concordância (eles formam, em que o eles, na verdade, ele, o símbolo). c) Por que o senador haveria de acreditar no que o autor assegura. O autor é algum cientista ou especialista no tema? Se for, é necessário deixar isso claro. Se não for, não basta a palavra dele para assegurar nada sobre a questão.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 150
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 200
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 150
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 150
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 100
Nota final 750

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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