"O homem nasce justo, a injustiça o corrompe"

NOTA 4,0

O texto nos revela um dos mais antigos questionamentos da humanidade desde a idade antiga "praticar ou sofrer uma injustiça", o qual se encaixa perfeitamente ao no mundo atual em que vivemos e aos nos fatos que testemunhamos.

Sócrates deixa em diálogo afirma, num diálogo, que seria preferível para si lhe seria preferível sofrer uma injustiça ao invés de pratica-la em vez de praticá-la, mas isso é totalmente o contrário do que estamos acostumados a presenciar nos dias de hoje, um num mundo repleto de injustiças nas mais diversas áreas.

Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, "o ser humano nasce bom, a sociedade o corrompe" a corrompe". A frase nos leva a perceber que as ações do ser humano não passam de um reflexo do meio em que o sujeito indivíduo vive e se constrói.

Em virtude do exposto exposto, temos por conclusão que as injustiças estão impregnadas na civilização desde seus primórdios e revelam um ciclo círculo vicioso de sofrer injustiças e pratica-las praticá-las, onde apenas uma transcendência cultural seria capaz de por pôr fim a este fenômeno.

Comentário geral

 

Texto razoável, em que o autor se esforça por criar um raciocínio lógico, com uma conclusão decorrente do que foi exposto nos parágrafos anteriores, os quais poderíamos chamar de suas premissas. Acontece que as premissas não se articulam entre si para permitir que essa conclusão seja deduzida. O primeiro parágrafo diz que a questão do tema é antiga, mas permanece atual. O segundo, que Sócrates responde a questão de modo diferente do que a maioria das pessoas de hoje. O terceiro cita a ideia de Rousseau para quem o indivíduo é bom, mas a sociedade o corrompe. Como a soma dessas três declarações pode resultar na conclusão de que a injustiça existe desde os primórdios da humanidade? A única premissa que endossa a conclusão é a ideia de Rousseau, mas essa ideia já foi questionada por tantos outros filósofos, que é impossível tomá-la por expressão da verdade. Seria necessário desenvolver um raciocínio para provar que o autor tem motivos para concordar com Rousseau, mas isso desviaria o foco do texto.

 

Aspectos pontuais

 

1) O título diz o óbvio e não deveria estar entre aspas, porque não é uma citação e sim uma má paráfrase da máxima de Rousseau.

2) Primeiro parágrafo: a) O texto? Que texto? Sabemos que o autor se refere à proposta, mas uma introdução tem de ser autônoma, não deve remeter à proposta, mas apresentá-la com as palavras de quem escreve. Uma sugestão de introdução autônoma: É melhor sofrer ou praticar uma injustiça? Apesar de muito antiga, essa questão permanece atual. b) Se é antigo, evidentemente, supõe-se que exista desde a antiguidade. c) Nós só podemos viver no mundo atual, contemporâneo. Não podemos viver no mundo passado ou no futuro. Portanto, o mundo atual em que vivemos é uma redundância desnecessária.

3) Terceiro parágrafo: a frase não nos leva a perceber nada. A frase dá a entender que as ações do indivíduo são influenciadas pela sociedade.

4) Quarto parágrafo: transcendência cultural é uma expressão bastante equívoca e pode significar muita coisa. Seria melhor o autor ter falado simplesmente em uma transformação cultural, pois é a isso que ele se refere, usando inadequadamente a palavra transcendência, cujo significado é mesmo amplo e complexo, mas não se aplica nesse caso.

 

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 4,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.

UOL Cursos Online

Todos os cursos