Os últimos suspiros

NOTA 6,0

O poder está, na sua em grande parte, nas mãos do povo. Em 2013 foi 2013, houve um grande exemplo disso, as manifestações contra a crise econômica e corrupção, depois em 2016 corrupção, o que se repetiu em 2016, com número expressivo de pessoas nas ruas ruas, protestando para pela saída de Dilma Rousseff da presidência do Brasil e em apoio a à operação Lava Jato.

Em 2017 a operação Lava Jato continua, Dilma continua. Dilma Rousseff saiu do poder, com isso entrou seu sucessor e foi sucedida por Michel Temer. As coisas estão mudando, mas não tanto como esperado. Temer oferece mais resistência, ele e sua equipe obtêm mais apoio do empresariado e de parte dos parlamentares.

Um fator provável por temos pelo fato de termos visto poucas pessoas nas ruas pode ser simplesmente o desânimo. Todos estamos vendo poucos fatos animadores em relação a toda essa crise política e isso é um ponto negativo bem forte.

Temer já respira por aparelhos em seu curto prazo período como presidente da república, mas, a ausência República, mas a ocorrência de um forte movimento popular poderia ser a gota d'água para derrubá-lo de vez. Talvez esse desânimo acabe, venha venham novos fatos, o povo brasileiro una mais forças e ajude a acabar de vez com a corrupção.

Comentário geral

 

Texto bom, o autor demonstra algum domínio da linguagem escrita e os problemas de clareza e coesão que se encontram no texto, talvez se devam mais à uma falta de encadeamento das ideias, seguindo uma ordem precisa para chegar à conclusão. O segundo parágrafo, particularmente, está muito mal organizado, parecendo mais uma digressão do que uma das premissas que o autor precisa expor para demonstrar seu ponto de vista. O raciocínio dele é o seguinte: a) O povo tem poder quando sai às ruas, tanto que derrubou Dilma Rousseff. b) O mesmo não sucede com Michel Temer, pois ele tem apoio político e empresarial. c) Além disso, o povo está desanimado com tanta crise política. d) O que falta para derrubar mais um presidente é o povo nas ruas. Há uma falha nesse raciocínio no item (b) pois deixa aberta a questão: o que o mantém no poder é o apoio de empresários e políticos ou é a falta de manifestações? Como o autor acredita na última alternativa, será que é mesmo o apoio de empresários e políticos que explicam a maior resistência do atual presidente. De qualquer modo, a questão é muito complexa e o autor da redação soube tratá-la adequadamente, de acordo com suas possibilidades.

 

Aspectos pontuais

 

1) Segundo parágrafo: o autor faz uma confusão temporal com os fatos que enumera. No primeiro parágrafo, fala das manifestações de 2013 e 2016. Dilma caiu e Temer assumiu o cargo em 2016. No entanto, aqui, o autor inverte a ordem cronológica, falando primeiro de 2017. O parágrafo ficaria mais articulado se o autor deixasse claro que, com o impeachment de Dilma (cujo ano já fora anteriormente mencionado), assumiu Michel Temer, que também foi acusado de corrupção em 2017. Então, sim, dizer que as coisas estão mudando, mas nem tanto, pois o povo desanimou e não sai às ruas.

2) Quarto parágrafo: no entendimento do autor da redação, o que falta para derrubar Temer é a ocorrência de manifestações e não a ausência. Falando em ausência o autor se equivoca e se contradiz.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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