País captalista [capitalista], nação corrupta

NOTA 3,0

Todos sabem o quanto, em nosso país, a corrupção cada vez mais cresce cresce cada vez mais, e alcança todas as classes sociais. Verifica-se que, por sermos uma nação captalista capitalista, há uma grande necessidade de sempre captarmos mais e mais bens materiais (dinheiro, património patrimônio).

É de fundamental importância a obtenção de recursos financeiros pelo ser humano, recursos estes essenciais à sua subsistência. Podemos mencionar, por exemplo, um simples trabalho remunerado e com carteira assinada, que lhe garante o sustento, e no futuro à a aposentadoria.

Mas, o ser humano sente a imprescindibilidade de obter mais patrimônios, e patrimônios e, desde sua infância infância, foi educado para sempre conseguir mais bens, não se importando de qual que maneira ele os consiga, ou seja, seja por atos lícitos ou ilícitos. Daí é que surge a dúvida, somos ou não somos corruptos?

Sim, somos todos corruptos, tentados a levar vantagens em tudo, desde ocupar uma vaga para deficientes em um estacionamento, até dar ou receber altas propinas, como é o que está acontecendo com os governantes do nosso país.

Levando-se em consideração esses aspectos sobre a necessidade de captalizar se capitalizar, o homem brasileiro não mais se abala moralmente quando prática pratica atos de corrupção, importando-lhe somente e tão somente a riqueza e seu próprio bem estar bem-estar. Sendo assim assim, chegamos a à conclusão de que somos todos passíveis de cometer atos corruptos, mesmo que involuntariamente.

Comentário geral

Texto fraco, repleto de equívocos conceituais no uso de termos da Economia. O autor não sabe ao certo o que significa capitalismo (além de desconhecer a ortografia da palavra), bem como não sabe ao certo o que chama de patrimônios ou bens. Não bastasse isso, é bastante simplista em suas concepções, em que identifica avareza, capitalismo e corrupção. Em termos estruturais, é de notar que os três primeiros parágrafos são uma longa introdução do tema (somos todos corruptos?) que só vem à tona no fim do terceiro parágrafo. Os dois parágrafos restantes, ou cada um deles, mais do que um desenvolvimento, representam uma mesma conclusão (somos todos corruptos.), ditas com outras palavras.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: capitalismo é um conceito fundamental ao texto, mas o autor não sabe sequer grafá-lo corretamente, assim como, provavelmente, não sabe ao certo o que ele significa, em seu sentido estrito. A avareza, por exemplo, não existe apenas em sistemas capitalistas. Existe, ao que tudo, indica desde o advento da espécie humana, estando presente numa sociedade definida por um sistema econômico como o feudalismo ou o mercantilismo, anteriores ao capitalismo. Nada indica, também, que o autor saiba qual a diferença entre mercantilismo e capitalismo. Nada indica, ainda, que ele tenha bons fundamentos conceituais na maneira como entende o conceito de capitalismo.

2) Segundo parágrafo: a declaração é uma ressalva: se você trabalha apenas para prover suas necessidades, você não é um ávido capitalista. O problema (se é que ser capitalista é um problema...) só acontece quando ocorre o que é exposto no parágrafo seguinte.

3) Terceiro parágrafo: a) ou seja, o problema ocorre quando há ganância ou ambição em excesso, quando não importam os meios para obter aquilo que se quer. É só isso que o autor afirma, de modo confuso falando em imprescindibilidade, em patrimônios e bens. b) Como já dissemos, o autor divagou por três parágrafos para expor a pergunta que é o tema da dissertação: somos todos corruptos? Notar que, ao fazer a pergunta, no entanto, o autor já havia dado a resposta, desde o título da redação. Então, esse é mais um motivo pelo qual a pergunta não está no lugar em que deveria.

4) Quarto parágrafo: a) ocupar uma vaga destinada a deficientes físicos é ser desonesto, mas não tem nada que ver com capitalização. Alguém ocupa indevidamente uma vaga dessas para tirar vantagem, mas não vantagem financeira ou econômica. Portanto, fazer isso não é se capitalizar. b) A ressalva sobre se a pessoa é corrupta voluntária ou involuntariamente não faz muito sentido. É bom lembrar que é muito difícil pensar em alguém que receba uma propina involuntariamente, ou seja sem vontade de fazê-lo.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Nota final 3,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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