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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Maio/2018 O direito ao foro privilegiado

Redação corrigida 800

Prerrogativa de função ou privilégio pessoal

Erro Alteração Correção

Recentemente, a pauta do foro especial por prerrogativa de função, mais popularmente conhecida como foro privilegiado, tem sido bastante discutida com as novas medidas que restringem a sua amplitude em relação àqueles que dele se beneficiam. O foro determina que ocupantes de certos cargos públicos sejam julgados por instâncias específicas do judiciário, como o supremo tribunal federal Supremo Tribunal Federal, e não pela primeira instância, como os cidadãos comuns.

Diversos intelectuais e pesquisadores defendem a extinção de tal foro, como ocorre em países como a Suíça e os Estados Unidos, em que não há essa especialidade. Segundo eles, o foro é herança de uma cultura de privilégios que data desde a colonização do país e a escravatura, da qual necessita-se uma urgente reforma, assim como em todo sistema político brasileiro.

Por outro lado, defensores do foro especial, justificam especial justificam seus pontos de vista ao dizerem que a primeira instância não teria condições e a especialidade para julgar crimes e conflitos cometidos por determinadas autoridades, como os senadores e deputados federais, no período de exercício parlamentar. Além disso, o foro se destinaria a proteger o cargo, função e a atividade pública e não a pessoa que a exerce.

O que ocorre é que o foro de prerrogativa de função que tem essa intenção de proteção ao cargo e função pública, por desvios do sistema político brasileiro, acaba se tornando um foro de privilégios pessoais. Assim, deputados e senadores se beneficiam, não por exercerem tais atividades, mas por questões particulares que não deveriam se tornar políticas.

Comentário geral

O texto é muito bom, só não tira a nota máxima, devido ao não cumprimento do que se exige para a competência 5. Vale notar, porém, que esse é um critério do Enem e não se aplica a outros vestibulares, de modo que o texto poderia ter tirado um dez. Em termos de conteúdo e de estrutura, não há o que criticar, pois o autor atingiu as qualidades que se espera de uma dissertação argumentativa para alunos do Ensino Médio. Há pequenos deslizes de linguagem, de pouca gravidade, que em nada prejudicam o conjunto da redação e nem mesmo a competência 1.

Aspectos pontuais

1) Segundo parágrafo: não vem ao caso mencionar a escravidão. Bastava falar nos privilégios herdados da colonização.

2) Terceiro parágrafo: a) absolutamente não se trata de não ter “especialidade”, seja lá o que o autor quis dizer com isso. b) ninguém comete “conflitos”, que acaba sendo outra palavra usada inadequadamente.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 200
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 200
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 200
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 200
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0
Nota final 800

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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