Privilégio à informação

NOTA 2,5

Sabe-se que o cidadão tem direito à privacidade, a ter sua intimidade preservada e àquele aquele que ousar desrespeitá-la está sujeito à punição, e isso pode ser comprovado na Constituição, que diz o seguinte conforme se vê na Constituição: "São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação".

Porém, vale lembrar que certas pessoas estão sempre expostas a críticas, principalmente quando se trata da vida de uma pessoa pública, como por exemplo o presidente da República, e é imprescindível ressaltar que o cotidiano de alguém de tamanha importância, diz sim, respeito aos brasileiros, e neste caso, importância diz, sim, respeito aos brasileiros e, nesse caso, a imprensa não deve se omitir de forma alguma a de manter o povo bem informado, ainda mais se o assunto em questão também for público.

Sendo assim, pode-se perceber que certas entidades articulam-se de meios "lícitos" para dissimular e manipular o povo, de modo que, estes, só venham a ter conhecimento daquilo que lhes é conveniente.

Comentário geral

 

O texto começa relativamente bem, em termos de linguagem, o que chega até a disfarçar um pouco o conteúdo desconexo dos dois primeiros parágrafos. O primeiro afirma que o direito à privacidade está na Constituição. O segundo diz que a liberdade de imprensa tem de prevalecer em matérias de interesse público, esquecendo-se de que isso também está na Constituição, gerando, portanto, o conflito entre direitos que deveria ser o tema da redação. Esses dois parágrafos, por isso mesmo, tratam indiretamente do tema da redação. O desfecho abrupto e ambíguo do terceiro parágrafo é inadequado e só passa a impressão de que o autor o redigiu de modo displicente e negligente, como quem já cansou e quer se desincumbir da tarefa o mais rápido possível.

 

Aspectos pontuais

 

1) Primeiro parágrafo: a) Certas expressões, como esse sabe-se que e outras semelhantes nos outros parágrafos, são uma espécie de muleta verbal. A afirmação que o autor quer fazer é: o cidadão tem direito à privacidade, a ter sua intimidade preservada e aquele que ousar desrespeitá-la está sujeito à punição. O sabe-se que acrescenta muito pouco a isso, até porque o autor mostra que essa afirmação é respaldada pela Constituição. b) Respaldada e não comprovada. A Constituição não comprova teses. Estabelece leis.

2) Segundo parágrafo: o autor parece não se dar conta de que o direito à liberdade de expressão também está garantida pela Constituição. É por isso que os advogados que falam na coletânea de textos sustentam o raciocínio de que, num conflito entre os dois direitos, em especial quando se trata de matéria de interesse público, a liberdade de expressão deve prevalecer. Perder de vista o caráter constitucional de ambos os direitos é afastar-se da discussão que é o tema da proposta de redação.

3) Terceiro parágrafo: a) o parágrafo peca por ser excessivamente vago. Quais serão as certas entidades a que o autor alude? Ele não dá sequer uma pista! O que significa articular-se de meios lícitos e por que o adjetivo lícitos veio entre aspas, para conotar que eles são ilícitos? Não era mais fácil dizer simplesmente que as tais entidades usam de meios ilícitos para manipular o povo? b) A partir da palavra o povo, o parágrafo se encerra com um verdadeiro festival de erros gramaticais, sejam de pontuação, concordância, uso incorreto dos pronomes...

 

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Nota final 2,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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