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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Junho/2019 Universidade em crise: quem paga a conta?

Redação corrigida 720

Pública e gratuita

Inconsistente Erro Correção

No Brasil, as melhores universidades sempre foram as públicas: USP e UNICAMP, por exemplo, figuram entre as 300 melhores do planeta, segundo o ranking inglês THE (Times Higher Education). Essa qualidade é proveniente de investimentos, principalmente em produção de conhecimento, além da oportunidade de ensino gratuito à população.

Quanto à produção de conhecimento, pesquisas de enorme relevância são desenvolvidas no país. Na UnB (Universidade Federal de Brasília de Brasília), por exemplo, há o desenvolvimento de um equipamento para facilitar a cicatrização de diabéticos. Tal iniciativa pode reduzir gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) com esses pacientes e proporcionar maior qualidade de vida, evitando o sofrimento de amputações. Se a instituição fosse privada, o mais provável é que esse estudo não existiria, pois a prioridade seria o lucro, indício disso é a inexistência de pesquisas científicas em faculdades particulares no território nacional.

Em relação á à gratuidade, se hoje os mais pobres são minoria no Ensino Superior ensino superior público, a cobrança de mensalidade reduziria o percentual desses a próximo de quase zero. O número de estudantes oriundos de escolas públicas nas faculdades aumenta com programas sociais como cotas, subsídios e bolsas e não com mais um entrave financeiro.

Enfim, o aparente gasto com pesquisas pode reduzir custos para o Governo, como no caso de estudos relacionados à saúde, e a gratuidade é essencial à formação de muitos alunos. A educação, portanto, precisa ser prioridade e os investimentos em Universidades públicas mantido mantidos ou, se possível, ampliado ampliados.

Comentário geral

Texto bom, com problemas na argumentação, que é o aspecto mais importante da modalidade de texto avaliada.

Competências

  • 1) Texto bom quanto à linguagem. Há poucos erros corrigidos em verde, sendo de maior destaque os de concordância no último parágrafo. Por outro lado, não há nenhum aspecto que justifique uma nota maior nesta competência.
  • 2) O autor compreendeu o tema e desenvolveu um texto dissertativo-argumentativo. Há, porém, problemas justamente na argumentação.
  • 3) A argumentação só contempla um dos aspectos apresentados na tese: a qualidade da pesquisa na universidade pública brasileira, em especial com o exemplo da UnB. Não existe nenhuma razão que justifique ou comprove que o fato de ser gratuita confira qualidade à universidade brasileira. O autor acha a gratuidade importante, mas não mostra como ela gera excelência. Há também um argumento mais fraco: o de a USP e Unicamp figurarem entre 300 grandes universidades do mundo. Sem saber em que posição elas ocupam nesse ranking, essa informação é relativa demais. Finalmente, há um argumento sem nenhuma comprovação factual: a de que inexiste pesquisa em universidades particulares.
  • 4) O autor tem bom desempenho nesta competência, mas nada que justifique uma nota maior.
  • 5) Aqui também o texto deixa a desejar, apenas afirmando a importância da universidade pública e sem nada sugerir, exceto o aumento de investimentos.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 160
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 160
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 120
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 160
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 120
Nota final 720

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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