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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Junho/2019 Universidade em crise: quem paga a conta?

Redação corrigida 600

Quem paga são os que menos têm

Inconsistente Erro Correção

É nítida a precariedade na educação em um dos países que mais investe em educação superior como o Brasil, em que os estudantes de baixa renda - os quais não possuem recursos financeiros suficientes - competem de forma igualitária com os de alta renda - os quais pagaram, por anos, estudos em escolas privadas. Não é apenas questão financeira, mas também de oportunidades.

Grande parte dos impostos no Brasil são pagos pelos de baixa renda, ou seja, os que arcam com as despesas como salário dos professores, energia, luz, mantimentos das Universidades públicas, as quais correm o risco de fecharem as portas por falta de recurso financeiro.

Notou-se este Notaram-se neste ano em jornais, revistas, revistas e redes sociais sociais, as grandes ameaças como os cortes na educação superior, cursos que serão extintos, entre outros outras, consequências advindas da pouca verba investida em um setor tão importante e que afeta de forma direta, os direta os mais necessitados. O sistema brasileiro não permite que a falta de um serviço seja suprindo suprido com recursos de outro. A privatizaçao afetaria grotescamente aos de baixa renda, principalmente nos cursos de maior concorrência. Novamente nota-se quem são os atingidos, que além de arcar com os impostos, correm o risco de perderem os seus estudos.

A oportunidade é para todos, mas claro que há muita desigualdade quando nos referimos a à educação. Por que passar anos pagando mensalidades altas em rede privada e, quando se fala em cursar curso superior, recorrer às Universidades públicas? Vagas de quem realmente necessita são ocupadas, deixando essas pessoas com seu futuro adiado enquanto ambas poderiam juntas, uma cá e outra lá, trabalharem por um país melhor.

Logo, deverá ser estudada uma solução que beneficie maior parte possível dos estudantes. Um projeto para melhorar a organização na política educacional, no direcionamento da verba pública, no quadro da Instituição, enfim, desde que a educação permaneça sendo primordial ao desenvolvimento do país, o crescimento será certo.

Comentário geral

Texto mediano, com uma grande quantidade de problemas pontuais, comentados na avaliação das competências.

Competência

  • 1) Não há muitos erros de gramática e, de um modo geral, o texto está bem escrito, mas há problemas de linguagem como ambiguidade ou obscuridade. Por exemplo, no segundo parágrafo, ao falar que os impostos são pagos "pelos de baixa renda", o autor dá a entender que se refere aos estudantes de baixa renda, o que não é o caso. É a população de baixa renda que paga mais impostos. Igualmente, onde diz "mantimentos", o autor parece querer dizer manutenção. Também não se entende por que o autor usou o advérbio "grotescamente". Todos esses probleminhas vão se acumulando e comprometendo o conteúdo.
  • 2) O autor respondeu à pergunta do tema, mas, mais do que uma dissertação, fez uma série de divagações sobre o tema e de modo muito redundante, afirmando e reafirmando que os pobres pagam a conta, mas sem explicar claramente a razão disso.
  • 3) O texto tem uma contradição gritante: começa por afirmar que o Brasil é um dos países que mais investe em educação, para depois afirmar que falta verba para o setor. Fora isso, há ambiguidades conceituais, como na afirmação sobre o "sistema brasileiro" não permitir suprir um setor com recursos do outro. O que é esse sistema brasileiro especificamente falando? O sistema educacional? O sistema político? E o que significam "uma lá e outra cá" no quarto parágrafo e "no quadro da Instituição" no último parágrafo? São expressões descontextualizadas. Finalmente, é exagero dizer que o ensino superior público brasileiro corre o risco de "fechar as portas". Isso não reflete a crise que a universidade pública vive.
  • 4) Como já foi dito, o texto é um conjunto de divagações de modo que não chega a ser construída com recursos linguísticos uma linha de raciocínio.
  • 5) A proposta de solução é excessivamente genérica.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 120
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 120
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 120
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 120
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 120
Nota final 600

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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