Reforma na educação: problema ou solução?

NOTA 4,0

O governo federal anunciou uma MP recentemente que prevê uma série de mudanças no Ensino Médio, a qual gerou grande repercussão e uma onda de protestos. Recentemente, o governo federal anunciou uma medida provisória que prevê uma série de mudanças no ensino médio. O fato teve grande repercussão e gerou uma onda de protestos.

Não é novidade para ninguém que a educação brasileira precisa de uma reforma. Porém Porém, antes de novas propostas, devemos analisar se elas condizem com a relidade.

Foi proposto, por exemplo, o Ensino Médio ensino médio em tempo integral, mudando a carga horária de quatro para sete horas diárias, com o argumento de que nos países desenvolvidos, como o Japão, as escolas funcionam dessa maneira. Mas, não foi levado se levou em conta que a estrutura da educação brasileira é precária, ou seja, existiria uma enorme dificuldade de manter os estudantes por tanto tempo no colégio com salas e merenda de sem qualidade. Também foi proposto proposta a não obrigatoriedade de algumas disciplinas, entre elas artes e educação física, matérias que são essenciais para o desenvolvimento do aluno, seja ele físico ou mental. Em uma época em que existe alto crescimento da obesidade infantil é um retrocesso a retirada de uma disciplina como educação física.

Com isso, é muito importante que os alunos façam protestos pacíficos e reivindiquem uma educação melhor, com propostas mais justas e realistas.

Comentário geral

Texto regular que se voltou mais para a questão do tempo integral do que do fim da obrigatoriedade das disciplinas de educação física e artes. No que se refere às duas discilinas, ainda apresentou um argumento sobre a educação física. Sobre artes limitou-se a classificá-la, juntamente com a educação física, como essencial, sem dizer por que motivos. A conclusão foi redigida com displicência, aparentemente porque o autor já estava sem paciência para se estender um pouco mais.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: Não há propriamente um erro. Em verde, damos uma sugestão que visa a tornar o texto mais claro. Também se pode observar que o pronome relativo a qual deve ser usado muito próximo de seu antecedente para evitar ambiguidade.

2) Terceiro parágrafo: a) o autor repete duas vezes a estrutura foi proposto, errando a concordância na segunda vez. A língua portuguesa dispõe de recursos para evitar esse tipo de repetição. b) Estrutura é um termo amplo demais. Vê-se que o autor entende como estrutura somente as salas de aula e a merenda. Certamente, não é só em torno disso que uma escola está estruturada. De resto, essa precariedade deve ser relativizada: talvez ela seja fato em grande ou na maior parte das escolas públicas brasileiras. Mas a proposta governamental não se dirige exclusivamente às escolas públicas. c) São essenciais por quê? É preciso apresentar motivos que justifiquem a afirmação. d) O último argumento é bastante discutível, uma vez que a obesidade infantil tem aumentado mesmo com a educação física obrigatória. Trata-se de uma questão mais complexa, que o autor expõe de modo simplista.

3) Quarto parágrafo: é uma declaração que nada acrescenta de substancial ao texto. De resto, entende-se porque o autor diz que a proposta do governo não é realista. Mas por que não é justa? Isso não está explícito, nem implícito em nenhum momento do texto.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 4,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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