Sem demanda não há oferta

NOTA 5,0

Conflitos ocasionados pelo tráfico de drogas não são uma exclusividade desse período, um desta época. Um exemplo disso é a guerra do ópio, que aconteceu em meados do século XIX. Porém, na atual conjuntura, uma nova questão deve ser abordada: Será será que o usuário é culpado pela violência causada pela venda de drogas?

De acordo com a lei da oferta e demanda redigida da procura, descoberta pelo economista Adam Smith, as drogas só são vendidas porque há quem compre. A violência advinda do consumo de drogas, não drogas não é diretamente ocasionada pelos usuários, porém, o dinheiro que os traficantes arrecadam com a venda, é venda é utilizado financiar a compra de armas e instrumentos que viabilizam as brutalidades que o tráfico produz, sendo assim, mesmo que indiretamente, os compradores também têm sua parcela de culpa.

Apesar de, economicamente, ficar claro a culpabilidade do consumidor de drogas, as leis no Brasil os o isentam da responsabilidade, pois um usuário que for pego consumindo será julgado por um tribunal especial e receberá como pena a realização de serviços sociais, enquanto que enquanto em países que seguem o contrário disso um caminho contrário, como a Suécia, que que, de acordo com a revista época Época, previu estabeleceu prisão para usuário e vendedor, o número de consumidores diminuiu consideravelmente, o que, como consequência, enfraquece o financiamento do tráfico.

Portanto, fica claro que que, para resolver a problemática da violência ocasionada pelo uso de droga no Brasil Brasil, é necessária uma mudança nas leis, para que usuários possam ser punidos com mais severidade, além disso, deve ser considerada a legalização do uso das drogas, para que o tráfico perca o capital arrecadado com as vendas e fiquem fique sem meio de financiar suas brutalidades.

Comentário geral

Texto razoável, apesar de apresentar uma tese confusa e uma argumentação não muito lógica para sustentá-la. Pelo título, entende-se que o autor propõe acabar com a demanda. Como fazer isso, se o uso de psicotrópicos (especialmente o álcool) pelo ser humano existe desde a mais remota Antiguidade? Até agora, ninguém descobriu como fazer isso. A legalização, sustentam alguns, evitaria o tráfico, não o consumo, o que, aliás, é evidentíssimo. Sugerir a punição dos usuários e a legalização do consumo é evidentemente uma contradição. Então, o autor deveria, antes de começar a escrever, pensar sobre qual das duas soluções ele vai propor. Além disso, o autor trata a violência ou brutalidade como algo inerente aos traficantes e não como decorrência do tráfico.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: não tem relevância afirmar que conflitos provocados pelo uso de entorpecentes existem desde o século passado, para argumentar que a questão atual é o papel do usuário nesses conflitos. Se os usuários são responsáveis pelo tráfico, isso vale tanto para hoje quanto para no passado. A menção à guerra do ópio fica parecendo uma exibição gratuita de conhecimento.

2) Segundo parágrafo: Adam Smith não estabeleceu a lei da oferta e da procura especificamente no tráfico de drogas. Ele constatou a existência dessa lei no mercado de um modo geral. Ela se tornou tão conhecida, que é desnecessário mencionar seu descobridor para falar nela. Mais exibição gratuita de conhecimento.

3) Quarto parágrafo: conforme já se disse, as propostas são contraditórias entre si.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 5,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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