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NOTA 6,5

O Brasil assiste à harmonia do sistema de educação nacional. Essa frase, infelizmente distancia-se da realidade, à medida que na medida em que se observa a precariedade de colégios, os alunos desinteressados e uma didática obsoleta. No entanto, a militarização de colégios promete consolidar a ordem, o ensino de qualidade e garantir a disseminação da cidadania à nação.

Há quem diga que a ampliação do número dos colégios militares é um bem à para a sociedade, por promover avanços no desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Esse fato, comprova-se fato se comprova ao observarmos os resultados dessas instituições no Enem (Enem Exame Nacional do Ensino Médio), os as quais superam, inclusive, o desempenho de muitas escolas particulares. Além disso, a presença de oficiais no lócus do conhecimento tem promovido um ensino de qualidade, que reduz a violência escolar e desenvolve alunos disciplinados e cidadãos.

Ainda assim, há aqueles que divergem sobre a implantação dessas instituições em virtude do autoritarismo militar, o qual pode inibir a formação de valores individuais e coletivos como, a como a criatividade, as relações interpessoais e ,ainda, desenvolver jovens lacônicos e acríticos. Entretanto, essa visão é dúbil dúbia, na medida em que compara as escolas militares aos mecanismos de ensino espartanos, extremamente arcaicos na sociedade contemporânea. Desse modo, é válido lembrar que a presença de oficiais em colégios busca disseminar a ordem e o progresso progresso, lema da nossa bandeira.

É evidente que a inserção da disciplina, da ordem e da autoridade no lócus do conhecimento é necessária para consolidar um sistema educacional cidadão. Portanto, urge que o Estado dissemine as escolas militares por meio de maiores investimento mais investimentos e pela facilitação do ingresso de estudante nessas instituições de ensino, o qual ocorre muitas vezes por meio de sorteios. Nesse sentido, será possível assegurar a formação de uma sociedade envolvida pelo saber.

Comentário geral

Texto regular, marcado por um estilo que se pretende erudito, mas que incorre em erros, equívocos e ambiguidades. A introdução é péssima, pois faz uma afirmação excessivamente genérica e falsa, para negá-la em seguida, num volteio retórico que não faz sentido numa dissertação, a qual deve primar pela objetividade. Fora isso, concorde-se ou não com a opinião do autor, ele soube apresentá-la e mobilizar argumentos em sua defesa. Nesse sentido, ele cumpriu as exigências básicas da proposta.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) Já comentado anteriormente, ainda merece algumas considerações. Em primeiro lugar, essa personalização do país que assiste a alguma coisa não tem razão de ser. Em segundo lugar, o que, exatamente, significa a harmonia do sistema de educação nacional? Talvez o autor quisesse dizer, simplesmente, que o Brasil possui um excelente sistema educacional. Mas com que intuito fazer a afirmação somente para negá-la em seguida. É melhor começar sem artifícios retóricos e ir diretamente ao assunto. Por exemplo: O sistema educacional brasileiro, de um modo geral, é ineficiente, como se observa pela precariedade de colégios, pelos alunos desinteressados e por uma didática obsoleta. b) Ninguém está falando em militarizar os colégios de um modo geral, mas dos bons resultados obtidos pelos colégios militares e na possibilidade de aumentar o seu número.

2) Segundo parágrafo: a) Um colégio militar não se resume à presença de oficiais nas escolas. Isso é uma visão bastante reducionista da realidade. b) Usar a palavra latina locus, na versão aportuguesada e, portanto, acentuada (lócus), é puro pedantismo. O português tem uma palavra própria para isso: local. É por querer usar um português difícil ou erudito que o autor incorre num erro crasso no parágrafo seguinte, grafando incorretamente o adjetivo dúbio e sem flexioná-lo no feminino, o que infringe as regras de concordância, já que o adjetivo se refere a um substantivo feminino: visão.

3) Terceiro parágrafo: a) há quem afirme que os colégios militares formam cidadãos acríticos, mas não lacônicos, isto é, de poucas palavras. De resto, ninguém que tenha um mínimo de conhecimento de História Antiga compararia os colégios militares à educação espartana, porque seria um exagero sem nenhum fundamento na realidade. De onde o autor tirou essa informação? b) de novo o reducionismo: colégio militar = presença de oficiais.

4) Quarto parágrafo: a) mais uma vez a expressão lócus do conhecimento, que agora já funciona como um clichê. b) O que será uma sociedade envolvida pelo saber? Uma sociedade sábia? Será que uma escola eficiente é capaz de criar sociedades sábias? Onde isso já aconteceu? O autor pode citar algum exemplo? Os Estados Unidos tem algumas das melhores universidades do mundo, nem por isso se pode dizer que a sociedade norte-americana é sábia. Muito menos envolvida pelo saber...

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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