(Sem título 102)

NOTA 3,5

Desde o início da colonização, e colonização e, principalmente quando foi descoberto o real motivo da vinda dos europeus até aqui, sabemos a capacidade do ser humano de se aproveitar do que é dos outros.

Isso não quer dizer que que, se uma pessoa faz, será necessário fazer também. Mas, que devido alguns mas, devido a alguns acontecimentos no do passado, certas atitudes viraram costumes entre brasileiros.

As pessoas acham "bonito" ir reclamar do que está sendo feito nas câmaras/parlamentos, mas não acham feio pegar dinheiro escondido da carteira de um parente, furar filas... Tudo isso é normal. Da mesma forma que desviar dinheiro público para políticos, os políticos desviarem dinheiro público é normal. Então, é como aquele ditado: "O sujo, falando sujo falando do mal lavado".

Tudo que acontece em um país é consequência dos atos da população. Uma pessoa que usa o nome alheio para usufruir de seus benefícios, não benefícios não tem direito de querer julgar ninguém. Antes de levantar falsos testemunhos, saiba esperar a sua vez na fila do banco. É você que coloca eles no poder, e pode e eles são o espelho da sociedade!

Comentário geral

Texto fraco, que mal chega a ser uma dissertação, pois o autor não se preocupa com o nexo entre suas premissas e nem entre elas e a conclusão. Ele apenas vai divagando, desde a pergunta inicial sobre se a corrupção só existe na política, até a resposta afirmativa na conclusão. Em meio aos fatos que enumera, nem sequer chega a apontar com clareza a corrupção no âmbito do cidadão comum. Há vários problemas pontuais graves, como a divagação do segundo parágrafo, em que o autor apenas quer demonstrar que tem algum conhecimento literário sobre o tema.

Comentário geral

Texto fraco. O autor se expressa de modo deficiente, pois não consegue expor correta e adequadamente os fatos que são essenciais ao seu raciocínio, como é o caso do primeiro parágrafo. Também não existe coesão entre os parágrafos, que se constituem em quatro divagações sem conexão entre si. A tese que o autor neles defende é uma aplicação inadequada do episódio bíblico em que Jesus diz: "quem não tiver nenhum pecado atire a primeira pedra". Ou seja, para o autor, a corrupção surgiu com a chegada dos europeus ao Brasil e está disseminada na civilização que aqui surgiu. Por isso, ninguém tem o direito de combater a corrupção, antes de agir honestamente em sua vida pessoal. É uma tese muito radical, pois não distingue a diferença entre os atos de um ladrão de galinhas e os de um governante que leva o estado à falência e ao caos.

Aspectos pontuais

1) O primeiro e o segundo parágrafos formam a introdução e afirmam, de maneira confusa, apenas um fato: que a corrupção sempre esteve presente na história do Brasil. Essa afirmação carece de justificação e o autor não apresenta nenhum fato que a comprove. Antes, tenta acrescentar que ninguém é obrigado a fazer o que os outros fazem, ou seja, que os indivíduos possuem livre-arbítrio, mas, no caso brasileiro, ele não funciona, pois a corrupção já virou um mal arraigado no caráter de todos os brasileiros de hoje e de sempre. A ideia tem claro viés de preconceito.

2) Terceiro parágrafo: a) Por suposto, ninguém protesta porque acha o ato de protestar "bonito", seja lá o significado que o autor tente atribuir a esse adjetivo, colocando-o entre aspas. b) Câmaras/parlamentos é uma expressão que denota apenas o desconhecimento da organização política do Brasil, das Unidades da Federação e dos municípios e a dificuldade de expressar com clareza o objeto da crítica que está sendo feita. c) De resto, o parágrafo defende de modo radical a tese de que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão... Ou seja, somos todos corruptos e ninguém tem o direito de acusar ninguém.

4) Quarto parágrafo: a) repete o que foi dito anteriormente e dá conselhos ao leitor: julgue-se primeiro antes de julgar os outros. Mas será mesmo esse o caso, quando se trata daquilo a que o tema da redação se refere? b) Usar o nome alheio é um exemplo específico demais para fazer uma afirmação de caráter geral, isto é, que quem pratica pequenos atos desonestos não pode reclamar dos grandes atos de desonestidade. c) Ao protestar contra a corrupção, os manifestantes estão levantando falso testemunho? Como assim? Todos os governos brasileiros são honestos e o povo os acusa injustamente? c) O uso de um pronome do caso reto (eles) em vez do oblíquo (os) é da norma coloquial, não da culta, que não reconhece a construção coloca eles, mas sim coloca-os.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 3,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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