Será que a pena capital é a solução?

NOTA 7,0

A implantação da pena de morte no Brasil, não Brasil não é uma questão atual, visto que essa medida punitiva já era foi aplicada na Era Vargas, no período do Estado Novo. Em 1946, ela foi proibida, porém atualmente discute-se a reimplantação dessa medida como meio de reduzir a violência. Não obstante, tal atitude incitaria a violência, uma vez que no país, esta no país essa seria uma ação seletiva, sendo aplicadas principalmente contra minorias étnicas, religiosas e pobres.

Embora já seja permitido permitida a pena capital no país, essa é uma prática que só pode ser aplicada em períodos de guerra, segundo o artigo 5º da Constituição de 1988, que estabelece também a proibição dessa ação para punir pessoas que cometeram crimes, sendo, portanto, uma cláusula pétrea, ou seja, que não pode ser modificada, nem excluída. Dessa forma, instaurar essa conduta no país iria de encontro à Carta Magna e aos direitos humanos, que asseguram a vida para todos os cidadãos. Além disso, a pena de morte não tem qualquer impacto sobre os níveis de criminalidade.

Conforme um estudo da Universidade de Michigan, um em cada 25 condenados à pena de morte nos Estados Unidos é inocente, sendo reflexo de uma medida injusta e pouco eficiente o que demonstra o caráter injusto e ineficaz da medida. Outrossim, dados da DPCI (Centro de Informação sobre a Pena de Morte) mostram que as taxas de crimes de assassinato são maiores nos EUA, que adotam a pena de morte, do que nos países que não a adotam. Portanto, esse sistema é ineficaz na inibição do crime.

Segundo Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Urge, então então, a necessidade de o Governo Federal veicular campanhas midiáticas governamentais de conscientização para os indivíduos não praticarem mais crimes; reduzindo os índices de violência, não teria haveria motivos para implantação da pena de morte.

Comentário geral

Texto bom, sem sombra de dúvida, mas com um final desastroso: quanta ingenuidade! Se campanhas publicitárias resolvessem o problema da criminalidade, não existiriam mais crimes no mundo. Como um autor que se mostra tão bem informado ao longo do texto é capaz disso? O leitor fica chocado. Os criminosos dariam boas risadas dessas campanhas, em qualquer lugar do mundo. Tirando isso, que responde pelo zero na competência cinco, há apenas problemas pontuais a serem apontados.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: o autor não diz com que fundamentos afirma que essa seria uma ação seletiva. Ele crê que isso é fato evidente, mas não é. É um dogma ideológico.

2) Terceiro parágrafo: a) o argumento ficaria mais forte se o autor dissesse que 25% dos condenados à morte eram inocentes. Deve-se buscar dar força aos argumentos. Um em 25 não parece tanto quanto 25% de inocentes condenados. b) A informação do autor não procede: o Brasil é o nono país da América com a maior taxa de homicídios em 2017, segundo estatística divulgada em fevereiro de 2018 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A taxa é muito maior do que a dos Estados Unidos.

3) Quarto parágrafo: a) da declaração de Sartre não se infere a necessidade de o Governo fazer campanhas publicitárias para esclarecer os criminosos em potencial. b) Novamente, vale enfatizar que a ideia de campanhas publicitárias para acabar com o crime é de uma ingenuidade ímpar.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 2,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Nota final 7,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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