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REDAÇÕES CORRIGIDAS - Janeiro/2017 Somos todos corruptos?

Redação corrigida 400

Somos todos corruptos?

Inconsistente Erro Correção

Somos todos corruptíveis e não corruptos. A corrupção política é refletida na cultura, na educação, na saúde etc. Não retrata todos mais todos, mas atinge a todos.

O ano que passou revelou os bastidores de um dos maiores escândalos de corrupção no Estado brasileiro nas esferas brasileiro, na esfera dos poderes Legislativo e Executivo. Novas palavras expressões foram adicionadas ao vocabulário popular: delação premiada, condução coercitiva entre outras. popular, entre outras "delação premiada" e "condução coercitiva".

Fato é que o povo que vai para as ruas, que exigem seus direitos, são os mesmos que trocam as ruas e exige seus direitos é o mesmo que troca votos por benefícios, cargos políticos em mandatos de elegíveis em tempos de eleições, os mesmos que apropriam-se de energia elétrica indevida, sinais de televisões a cabo e o mesmo que se apropria indevidamente de energia elétrica, de sinal de televisão a cabo e de tantos outros benefícios de natureza semelhante.

A corrupção é intrínseca do ao ser humano, assim como o amor, o perdão e outros sentimentos. Saber dominá-los em prol da convivência produtiva de um todo é que faz a diferença entre as nações desenvolvidas e as em eterno desenvolvimento.

Comentário geral

Texto regular, com alguns problemas graves que puxam a nota para baixo. A interessante distinção entre corruptível e corrupto, apresentada logo no início do texto, é totalmente abandonada no restante. O parágrafo final chega a contradizer essa distinção, pois, se a corrupção é intrínseca, então somos forçosamente corruptos e não apenas corruptíveis. Esse contrassenso entre a introdução e a conclusão se agrava pelo fato de o autor apresentar a corrupção como um sentimento, o que ela não é. Ela é uma prática, uma forma de conduta, motivada por variados sentimentos, como ganância, falta de caráter, hipocrisia, falsidade, etc.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: aparentemente o autor quer dizer que a corrupção pode existir em diversos âmbitos, no político, na cultura em geral, em áreas específicas, como saúde e educação. De resto, é óbvio que a corrupção política tomou dimensões extraordinárias no Brasil e, quando se fala em corrupção na saúde e educação, está claro que ela surge de tramoias que envolvem agentes públicos e também, mas não necessariamente, instituições privadas.

2) Segundo parágrafo: o autor soube apresentar dois fatos relevantes: a Lava Jato e a inclusão de novas expressões na linguagem popular. Mas não soube mostrar que esses fatos se relacionam. A corrupção denunciada, investigada e punida pela Lava Jato tem níveis tão grandes que expressões do Direito penal acabaram se tornando populares. Se você não relaciona dois fatos, ou melhor, duas premissas, é impossível extrair uma conclusão.

3) Terceiro parágrafo: o trecho em vermelho não é nada claro. Do que exatamente o autor está falando? Não dá para saber pois suas palavras são excessivamente vagas.

4) Quarto parágrafo: como já dissemos anteriormente, há um equívoco conceitual aqui: corrupção não é um sentimento.

Competências avaliadas

As notas são definidas segundo os critérios da pontuação do MEC
Título nota (0 a 1000)
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 100
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 100
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 50
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 100
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 50
Nota final 400

Redações corrigidas

Título nota (0 a 1000)

Os textos desse bloco foram elaborados por internautas que desenvolveram a proposta apresentada pelo UOL para este mês. A seleção e avaliação foi feita por uma equipe de professores associada ao Banco de redações.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012.

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