Trabalho escravo: um problema da humanidade

NOTA 3,5

Antes uma ação lícita praticada, basicamente, por todo mundo e base da produção internacional. Hoje, ato ilícito, sujeito à a multa, e ainda assim utilizado por muitos. Mesmo com a evolução humana, com o desenvolvimento de novas ciências que atuam em prol do bem coletivo, o homem não se livrou do trabalho escravo, um sério problema que consiste em trabalhar contra a vontade própria perante própria, em condições desumanas e sem direitos.

Durante muito tempo, mais precisamente no período colonial, o trabalho escravo era muito utilizado, tanto é que foi o auge do mesmo, e se baseava no apropriamento de pessoas, principalmente dos negros vindos da África, para a realização de trabalhos manuais que exigiam muita força física. Tal trabalho durou muito tempo e só foi ser abolido em tempos recentes, como é o caso do Brasil, que teve o fim da Escravidão em 1888, no 1888. No entanto, até os dias de hoje há a existência desse problema, que ultrapassou limites e afeta desde crianças até adultos, tanto em âmbito de grandes empresas que buscam a produção em larga escala até em recintos domésticos. Um exemplo atual no Brasil são os denominados "boias-frias".

Vale ressaltar ainda que o trabalho escravo vai contra os direitos humanos e está sujeito à a multa, assim como constata consta no artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, garantindo o direito ao trabalho acompanhado de condições justas de renumerações remuneração.

O trabalho escravo não é exclusividade de países pobres, ele existe em todas as regiões do mundo, mas mesmo assim, atinge essas nações que vivem na miséria de forma mais intensa, já que essa exploração sobre as pessoas é um dos únicos caminhos para se livrarem de coisas piores e conseguirem uma renda mínima para o sustento familiar. Tal afirmação é constada constatada segundo pesquisas do jornalista Benjamim S. afirmando que o sul da Ásia, em geral, e a Índia, em particular, possuem mais escravos do que todas as nações do mundo somadas.

Logo, o problema do trabalho escravo atinge todo o mundo e é algo que ocorre desde muito tempo e este pode ser resolvido a partir da aplicação de fiscalizações intensas e constantes, acompanhadas de multas, em todas as empresas de pequeno ou grande porte, além da criação de políticas socias sociais para aumentar os recursos de denúncia de tal ato.

Comentário geral

Texto fraco, de caráter expositivo e não argumentativo, que tenta apresentar, em meio a equívocos históricos, a escravidão moderna, sem se preocupar com a proposta, que quer saber se a escravidão é inerente às sociedades humanas. Tal preocupação, porém, só aparece no título, quando o autor diz que a escravidão é um problema humano. A linguagem está mais para a norma coloquial do que para a norma culta, ainda que o melhor aspecto dessa redação seja a linguagem, pois denota que o autor consegue expressar fatos e situações. O grande problema é o conteúdo, repleto de equívocos e que revela desinformação.

Aspectos pontuais

1) Segundo parágrafo: a) depois de um início bom, no parágrafo anterior, nesse o autor se prejudica, criando uma confusão cronológica e geográfica. O autor emprega a expressão muito tempo e tempos, sem conseguir efetivamente datar os fatos que pretende situar na história. Além disso, a escravidão negra aconteceu no Brasil não só no período colonial, mas também no Império, quando chegou ao auge. b) Os escravos eram forçados aos mais diversos tipos de trabalho, não só manuais. Por trabalhos manuais, o que o autor quer dizer de fato é trabalho braçal, pois este sim requer força bruta, ao contrário dos manuais, que têm caráter de artesanato. c) Teve o fim da escravidão é linguagem informal, fora da norma culta. d) Já que haver também é sinônimo de existir, há a existência significa o mesmo que existe a existência, o que é uma redundância sem sentido. e) Nem todo boia-fria é escravo.

2) Terceiro parágrafo: A Declaração dos Direitos Humanos não estabelece multa ou nenhum tipo de punição para nada, pois não é um código penal. Apenas proclama o direito do homem ao trabalho livre e remunerado. De resto, o autor se atém à multa como punição, provavelmente porque não sabe que, no Brasil e nos países civilizados, escravizar é punido com prisão, castigo tão grave quanto a multa, senão mais grave.

3) Quarto parágrafo: a) o trecho em vermelho é confuso e deixa a desejar em termos de conteúdo. É de se questionar se, por meio do trabalho escravo, alguém consegue sustentar outra pessoa, além de si mesmo. Certamente, quem escraviza mantém os escravos numa espécie de cativeiro, afastando-os do convívio com a família, a menos que essa também tenha sido escravizada. b) Que pesquisa é essa e quem é esse jornalista Benjamim S., citado como se fosse a maior autoridade no tema?  

4) Quinto parágrafo: a) aplicar fiscalização se diz simplesmente fiscalizar. b) Já existem essas multas no Brasil, além de prisão. c) Quanto às políticas sociais para aumentar os recursos de denúncia, trata-se de uma expressão obscura e ambígua. O trabalho escravo pode ser denunciado diretamente à polícia e não é necessário muitos recursos para fazê-lo: basta um telefonema anônimo.

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 3,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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