Um Brasil democrático ainda com marcas da ditadura

NOTA 6,0

Hoje, mais do que nunca, podemos dizer que o Brasil está dividido. É comum comum, em todos os países democráticos, eleitores que têm posições divergentes, mas o que se vê no Brasil são grupos com determinada ideologia em "pé de guerra", defendendo o que pensam ser "o melhor para o Brasil". O fracasso de um é comemorado pelo outro. Sair vestido de vermelho é um chamado à guerra e o que salva o verde e amarelo é a nossa bandeira, caso contrário, seria perigoso usar tais cores. Deixamos de valorizar a essência para valorizar a ideologia: se é convergente somos amigos, se divergente, inimigos.

Isso, claro, chega às escolas e o que fazer? Os professores - e tal profissional deve ser muito respeitado - não podem se calarem calar enquanto o Brasil porta afora está a beira de uma guerra civil. Não é só nos jornais que podemos ter informações do nosso país, hoje, o Brasil inteiro discute sobre política política: em praças, restaurantes, bibliotecas e escolas! O professor não está na escola apenas para ler um livro de Geografia - sem desprezo a disciplina, o a essa disciplina. O professor deve e, sem duvidas dúvidas, pode desenvolver um senso crítico em seu aluno. Obviamente Obviamente, os pais vão se queixar se a opinião do educador for diferente das deles e sairão pedindo leis que blindem a ideologia de seus filhos, porém, o que se faz em casa? Os pais que acusam professores de fazerem uma "lavagem cerebral" na cabeça dos jovens não o fazem dentro de casa? Sim. O que ocorre dentro das escolas não é pior do que acontece dentro de casa: pais com determinada ideologia política impõe impõem ao seus filhos que sigam a mesma ideia. Para Por exemplo, se um pai petista tivesse como professor de seu filho o Suplicy, acharia essa lei um absurdo.

Portanto, esse PL só irá jogar sal em uma ferida que está tentando cicatrizar: a divisão do Brasil. Com respeito ao Senador senador Malta, o Congresso deveria se preocupar em unificar o povo brasileiro e não o contrário. Os professores já são desprezados pelo salário, se ficarem impedidos de opinar opinar, o Brasil deixa de ser do povo.

Comentário geral

Texto razoável, escrito numa linguagem informal e não propriamente na norma culta escrita. Além disso, é divagativo, fazendo especulações cujas consequências não são bem compreendidas. Diz o autor que o Brasil está politicamente em pé de guerra e que, nessas circunstâncias, o professor não pode se omitir. Certo, mas será que, antes disso, não seria mais interessante que o país discutisse política de um modo mais pacífico, com os partidários de qualquer causa aceitando a existência de pessoas com outras causas? A essência da democracia não é o respeito pela divergência e a solução pacífica de conflitos? Enfim, o autor menciona um problema nacional bastante sério, apenas para justificar que o professor tome uma posição política e ideológica. Tem mais: equiparar o papel do professor ao dos pais na formação de alguém é equivocado, até porque não é fácil comprovar a existência de doutrinação política em todos os lares. Enfim, há muitas ideias confusas, que precisariam ser aprofundadas, antes de conectá-las para formar uma linha de raciocínio.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) Não há necessidade de colocar essas expressões entre aspas. Isso não altera em nada o significado delas. b) Deixamos de valorizar a essência do que? O que significa essência nesse contexto? O leitor não tem elementos para compreender o que, exatamente, o autor quer dizer.

2) Segundo parágrafo: a) porta afora significa exclusivamente fora da escola. A expressão porta afora é coloquial. b) É um exagero dizer que o Brasil está à beira de uma guerra civil. Guerra civil, para deixar claro o conceito, é o que está ocorrendo na Síria atualmente, em que três grupos armados se combatem. c) Não é a ideologia dos filhos que precisa ser blindada. Segundo a Escola Sem Partido, são os filhos que precisam ser blindados contra a doutrinação ideológica. Na verdade, o autor usa o termo ideologia de maneira confusa, em sentido amplo e variado, o que prejudica a clareza de seu texto. d) Aspas desnecessárias. e) Na expressão Essa lei, essa refere-se a uma lei anteriormente mencionada. Só que o autor não mencionou explicitamente nenhuma lei anteriormente. Então, é preciso dizer que lei é essa.

3) Terceiro parágrafo: a) vale o mesmo para esse PL, e o uso da abreviatura não é recomendado. b) Gramaticalmente, a oração está tentando cicatrizar precisa de um sujeito. c) O parágrafo termina com uma afirmação que não faz sentido, misturando questão salarial com questão de liberdade de expressão e afirmando algo absurdo: que o Brasil, por causa disso, pode deixar de ser do povo. Como assim? O Brasil, hoje, já é do povo? O que significa um país ser do povo?

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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