Um passado que reflete o presente

NOTA 2,5

É de conhecimento geral que por volta do século XVI (16) até o século XIX (19) que, do século XVI ao XIX, a escravidão era um problema enfrentado por diversos países, como Portugal, Espanha, Inglaterra e até mesmo o Brasil. Apesar de ser representado na história, após a colonização, este é um fato que existe há muito tempo, desde a época em que os povos eram vendidos como mercadoria, em que os guerreiros que perdiam a guerra, se tornavam escravos dos que venceram. Infelizmente, esta é uma realidade também dos dias atuais. Acreditava-se que havíamos conquistado a liberdade com a aprovação da Lei Áurea em 1888, mas hoje, vê-se que é bem diferente.

No século XVI, após a colonização do Brasil, a escravidão apenas se expandiu. Bernardo Guimarães, autor do livro A Escrava Isaura, chocou a sociedade de sua época ao retratar em seu livro a história de uma escrava branca que "não merecia ser escrava", mas seu sucesso veio devido ao ir de encontro com a realidade vivida neste tempo, tornar alguém escravo era totalmente legal e ele acreditava que todos tinham o mesmo direito de ter a liberdade. Hoje, conquistamos o direito de nos expressar como queremos, mas nem sempre ele é respeitado, a escravidão abrange um contexto muito maior que o rótulo de exploração que conhecemos.

Atualmente, nota-se que a população ainda é escravocrata, exemplo disto é a mão de obra barata na China, uma de suas empresas muito requisitadas, exige uma extensa carga horária de trabalho de seus funcionários, há muito esforço e desgaste físico e mental, e eles afirmam mal terem tempo pra descansar. E ainda existe a escravidão do indivíduo em meio à mídia, você precisa perder sua identidade pra poder se tornar alguém. Infelizmente, temos a força pra acabar com esse sistema, mas não temos a sabedoria para agir.

Levando em consideração esses aspectos, são é de suma importância a ação do governo junto a instituições privadas e a mídia, sobre a conscientização do de o trabalho escravo ser um ato desumano, já que tiram do indivíduo seus próprios direitos; Haver direitos; haver uma fiscalização em todos os setores comerciais, afim a fim de que se evite a continuação da exploração; Escolas escolas promoverem palestras e campanhas para incentivar o jovem a não se acomodar, mas também conscientizá-lo de que ele não deve se deixar ser usado como objeto por ninguém.

Comentário geral

Texto confuso, repleto de equívocos e erros conceituais, a começar do título que deveria ser o contrário do que é: o presente reflete o passado. A tentativa de fundamentar historicamente a perspectiva que o autor vai desenvolver é lamentável, porque aglutina erros de História e de Literatura, afinal Bernardo Guimarães é um autor do século XIX e não do século XVI. Pior que a datação incorreta são afirmações que não vêm ao caso, como a da conquista do direito de expressão, que não está diretamente relacionado à escravidão. A confusão é tanta que vários parágrafos ficam prejudicados pela falta de sentido. 

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) Não dá para dizer que os países enfrentavam o problema da escravidão no passado. Do século XVI ao XIX, a escravidão era um regime de trabalho que vigorava nesses países e que começou a ser questionado e combatido no início do século XIX, na Inglaterra, para depois passar a outros países que empregavam a escravidão em suas colônias. b) Dizer que a escravidão existe desde que povos inteiros eram vendidos como mercadoria é o mesmo que dizer que a escravidão existe desde a... escravidão. c) Se a Lei Áurea não aboliu completamente a escravidão, pelo menos tornou-a ilegal. No passado era permitido escravizar. Hoje não e os responsáveis são punidos por lei.

2) Segundo parágrafo: a) a colonização brasileira não terminou no século XVI e esse não foi o momento em que havia um maior número de escravos no país. Bernardo Guimarães escreveu no século XIX. Seu livro não chocou a sociedade de seu tempo, pois as ideias abolicionistas já eram comuns no Brasil de então. b) O parágrafo se encerra misturando a questão da liberdade de expressão com a escravidão e consegue se tornar incompreensível. O que significa exatamente a escravidão abrange um contexto muito maior que o rótulo de exploração que conhecemos? É uma declaração que tenta dizer algo sobre a escravidão, mas não consegue.

3) Terceiro parágrafo: além de saltar do Brasil colonial para a China contemporânea, afirmar que a população é escravocrata é um disparate. Primeiro: que população? De onde? Supondo que seja da China, o que significa a declaração: que a maioria dos chineses são proprietários de escravos? E qual é essa empresa muito requisitada? Como o autor faz uma denúncia desse tipo sem dizer precisamente a que empresa se refere. Finalmente, jornada longa e más condições de trabalho, por si só, não configuram escravidão. Fora isso, há questões que não fazem o mínimo sentido:  escravização do indivíduo em meio à mídia, a perda de identidade, do que o autor está falando? Com certeza não da escravidão contemporânea que é o tema da redação.

4) Quarto parágrafo: as propostas de solução também deixam a desejar. a) Conscientizar quem de que a escravização é desumana? Os que escravizam sabem que isso é desumano, mas escravizam mesmo assim. b) Por que só os setores comerciais? E a índústria, a agricultura, a pecuária, a mineração? Por que uma campanha para incentivar o jovem a não se acomodar ajudaria no combate à escravidão?

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Nota final 2,5
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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