Uni, Duni, Tê

NOTA 8,0

Não restam dúvidas quanto ao carater caráter restritivo de informação na ditadura militar. A seletividade de conteúdo exercida naquela época, tinha época tinha como função fundamental controlar o pensamento individual e assim evitar possíveis revoltas contra o regime vigente. Passou-se o tempo da ditadura militar, porém o controle sobre o que deve ou não ser dito continua no âmbito escolar, com o projeto "Escola Sem Partido", ação que fere gravemente o ensino brasileiro.

O ensino de certas matérias colidem colide frontalmente com o assunto, como por exemplo as de humanas. Como pode um professor de história explicar a Guerra Fria ou a Revolução Russa, sem tender para os lados da direita ou da esquerda? Obstruir a possibilidade de um mestre expor sua opinião, seja ela política ou religiosa, é o mesmo que desqualificar a educação.

Os educadores promovem enorme influência sobre os alunos, e alunos e é tal influência que determinará os rumos do indivíduo sobre suas escolhas ideológicas. Assim Assim, fica evidente que um professor poderá doutrinar um aluno de acordo com os seus pensamentos, porém, sem tal doutrinamento o jovem estará suscetível à a outros fundamentos que são claramente fornecidos através das mídias, e estes sim pode acarretar em consequências futuralmente futuramente catastróficas.

Portanto, fica evidente o papel do professor como um necessário formador de opinião. Restringir o seu campo de atuação não melhorará a educação do país, só deixará ela a deixará ainda mais precária. Tal projeto é uma afronta ao ensino e deve ser coibido, desta maneira não deve ser aprovado. Dessa maneira, veremos a seletividade de informações apenas nos livros de história sobre a ditadura.

Comentário geral

Texto muito bom, apesar do título que não faz o mínimo sentido. O autor tem um ponto de vista sobre o tema e sabe como apresentar argumentos para defendê-lo. Um deles, conforme se verá nos aspectos pontuais, é bastante questionável. Por outro lado, no âmbito da linguagem, o autor se expressa de modo subjetivo, com expresões que poderiam ser mais simples, mais claras e mais objetivas.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) por que não falar simplesmente em restrição da informação ou em censura? b) Na verdade, o problema não era tanto o pensamento individual, mas o das massas. c) O controle não continua (no presente do indicativo). O que o autor quer dizer é que esse controle voltaria a existir, caso se aprove o projeto de lei "Escola sem Partido".

2) Segundo parágrafo: começa com uma frase mal escrita, do ponto de vista do vocabulário e da sintaxe. Melhor seria dizer: O ensino das ciências humanas colide com esse projeto de lei, com essa proposta (e não com esse assunto)

3) Terceiro parágrafo: o argumento do autor é que há duas doutrinações, a do professor e a da mídia. Sendo assim, ele opta pela doutrinação do professor. É um argumento muito mal fundamentado. A rigor, caberia discutir melhor o que o aluno entende por doutrinação, comparar com maior profundidade o caráter das mencionadas doutrinações do professor e da mídia, se é que as duas efetivamente existem. De resto, por que a doutrinação da mídia – que o autor não explicita qual é – seria catastrófica no futuro?

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,5
Nota final 8,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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