Venha participar da discussão: o desafio (ou não) de aceitar...

NOTA 6,0

Tendemos a achar que nossas preferências são as mais adequadas, que nossas escolhas são as mais acertadas e que nosso ponto de vista é o mais correto. Quem pensa diferente de nós está ou deve estar errado. Esquecemo-nos de que nosso conhecimento sobre qualquer assunto é normalmente incompleto e que cada indivíduo pode ter uma visão diferente para um mesmo fato.

Não devemos tentar impor nossas preferências, sejam de quais naturezas forem, pois, também não gostaríamos que tentassem nos impor qualquer coisa que fosse contrário ao que acreditamos seja o melhor para nós.

A tendência é de que os outros nos tratem conforme o modo com que os tratamos. Assim, quando respeitamos a opção sexual do próximo, o mesmo ele respeita a nossa; quando respeitamos a religião alheia, a nossa também é respeitada e assim por diante.

A conhecida frase bíblica que diz: não diz "não devemos julgar para não sermos julgados, deve julgados" deve nortear nossas atitudes para um bom relacionamento e convívio social.

Uma opinião diferente da de outra pessoa não nos dá o direito de julga-la, condena-la julgá-la, condená-la, ou de atacá-la, pois, agindo assim podemos aí sim assim, podemos, aí sim, sermos injustos.

Podemos não concordar com a opinião ou opção alheia, mas, devemos defender sempre o livre-arbítrio a liberdade que as outras pessoas têm de discordar de nós e sempre refletir o quanto cada um esta está certo.

Certamente Certamente, as diferenças entre as pessoas é são o que torna tudo mais interessante, pois, mais pois mais do mesmo não é normalmente o que nos chama mais a atenção.

Comentário geral

Texto muito razoável, mas é de notar que apenas no título há uma convocação para o debate, que é deixada de lado ao longo da redação. Por outro lado, o autor soube discutir o tema do preconceito e da tolerância com propriedade e adequação, construindo argumentos sólidos e o expondo com clareza. Só nos parágrafos finais há alguns problemas de linguagem mais graves, com equívocos e obscuridade. O título completo da redação era quilométrico: Venha participar da discussão: o desafio (ou não) de aceitar o próximo como ele é. Era impossível encaixá-lo por completo na página. Observação: títulos devem ser sintéticos.

Aspectos pontuais

1) Sexto parágrafo: a) livre-arbítrio é uma faculdade, uma capacidade de exercer escolha em especial no âmbito da moral. As pessoas têm livre-arbítrio, mas não o livre-arbítrio de discordar de nós. A expressão foi usada de modo incorreto, no lugar de liberdade, conforme corrigimos em verde. b) De resto a frase é confusa pois o verbo defender parece se referir tanto à liberdade das pessoas e ao refletir sobre o quanto cada um está certo. Aparentemente, o que o autor quis dizer foi que devemos defender a liberdade de as pessoas discordarem de nós, assim como devemos sempre nos questionar sobre nossas certezas.

2) Sétimo parágrafo: a conclusão é muito ruim. Devemos valorizar as diferenças porque as igualdades não nos chamam a atenção? O que exatamente isso significa? Que o importante é chamar a atenção?

Competências avaliadas

Itens Nota
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,5
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Nota final 6,0
Saiba como é feito a classificação das notas
2,0 - Satisfatório 1,5 - Bom 1,0 - Regular 0,5 - Fraco 0,0 - Insatisfatório

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