É brincadeira, viu?

Priscila Cruz

Priscila Cruz

  • Vilmar Oliveira

Brincar é a fonte de alegria do cérebro"

Jaak Panksepp

Vocês sabiam que cada vez menos as crianças têm brincado livres, ao ar livre?

E que cada vez mais têm ficado dentro de casa, vendo TV, jogando video game ou cuidando dos irmãos?

Brincar não é brincadeira. É parte fundamental do desenvolvimento da criança.

É tão importante que é instintivo, como querer andar.

Todos os animais brincam. As formigas, os golfinhos e os seres humanos.

E quanto mais inteligentes, mais brincam. Os golfinhos brincam mais que as formigas. Os seres humanos brincam mais que os golfinhos.

Existem muitas evidências da importância de brincar.

  • Crianças que brincam mais na pré-escola têm melhores notas ao longo do percurso escolar.
  • Crianças que brincam mais aprendem a perseverar, a controlar a atenção (foco) e a dominar as emoções.
  • Uma vida adulta feliz é propiciada principalmente pela saúde emocional que temos na infância. Em seguida, pelo comportamento social, e só depois pelo desempenho acadêmico.
  • Brincar estimula o crescimento dos nervos da amígdala (emoções), promove o desenvolvimento do córtex pré-frontal (cognição) e da maturidade emocional e aumenta a capacidade de decisão.

É, não é brincadeira mesmo, e tem muito mais. Brincar

  • aumenta a autopercepção, a autoestima e o autorrespeito;
  • melhora e mantém a saúde física e mental;
  • dá a oportunidade de se socializar com crianças diferentes;
  • promove a criatividade, a imaginação e a independência;
  • constrói resiliência através do enfrentamento dos riscos e desafios e da necessidade de solucionar problemas e de lidar com o novo;
  • dá a oportunidade de aprender a conhecer o ambiente e a comunidade;
  • previne acidentes: quanto mais eu brinco, menos me machuco.

E se você, adulto, brincar junto, ganha tudo isso também!

Quer saber mais sobre a importância de brincar? O projeto Território do Brincar é uma ótima fonte.

Priscila Cruz

Priscila Cruz é fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. Graduada em Administração (FGV) e Direito (USP), mestre em Administração Pública (Harvard Kennedy School), foi coordenadora do ano do voluntariado no Brasil e do Instituto Faça Parte, que ajudou a fundar.

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